Vana Medeiros, nova artista docente da SP Escola de Teatro, assina roteiro de Mulher Oceano, filme premiado em 2020

Publicado em: 21/01/2021

Divulgação

2021 será um ano de muito aprendizado e novidades pedagógicas na SP Escola de Teatro. Entre elas, novos artistas docentes que se unem ao time de educadores da instituição, que juntos têm o objetivo de oferecer a melhor experiência de ensino das artes do palco no Brasil.

Vana Medeiros, dramaturga formada na SP Escola de Teatro em 2015, é um desses novos nomes. Ela também é jornalista graduada na Faculdade Cásper Líbero, pós-graduada em Roteiro para Cinema e TV pela FAAP, em Sociopsicologia pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo e Direção Teatral pela Faculdade Paulista de Artes.  Atua há mais de 10 anos como dramaturga, jornalista, roteirista e professora.

“Estou encantada com a oportunidade de ser uma artista docente na SP Escola de Teatro, instituição em que me formei e que tem uma pedagogia incrível, de muito compartilhamento, parceria. A Marici Salomão, coordenadora do curso de dramaturgia, sempre foi uma grande inspiração. É muito delicioso poder conviver com ela. É lindo o que acontece na SP, o processo de criação não nasce sozinho, é sempre a partir de uma troca, a partir do outro, e essa experiência é muito enriquecedora como dramaturga e facilitadora de ensino”, revela Vana.

Nestes últimos meses, a dramaturga tem vivido um grande momento em sua carreira. Junto com Djin Sganzerla, escreveu o longa-metragem Mulher Oceano, filmado entre o Rio de Janeiro e Tóquio, que estreou no Brasil em outubro de 2020 na 44a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, e ganhou o prêmio de Melhor Filme no Porto Femme Film Festival, em Portugal. O filme tem sido muito elogiado pela crítica e público e está em cartaz na Amazon Prime vídeo.

“A SP, indiretamente, está ligada ao processo de desenvolvimento do filme. Pois foi através da escola que eu consegui participar de um projeto de residência artística em Estocolmo, na Suécia. Nesse trabalho, eu conheci a Djin, e apresentei a ela a minha premissa. Nela, uma mulher passava por um processo de desintegração dos seus órgãos, que viravam água do mar e certos tipos de plâncton. Unimos a essa ideia a concepção do duplo, e a partir dessas criações, desenvolvemos um curta e depois nosso longa”, comenta a artista.

Vana é o reflexo que é possível viver da escrita no Brasil, desenvolvendo dramaturgias e roteiros originais para o criativo mercado audiovisual e teatral brasileiro.

“ Dá sim para trabalhar com a escrita no Brasil, mas é importante saber que pode levar um tempo, é um projeto de médio a longo prazo, por isso é importante persistir e, por alguns momentos, talvez ter uma outra opção. Eu atuei muito tempo no jornalismo e também adoro ser professora, então em fases da minha vida conciliei várias propostas. Mas, em minha opinião, o mais importante para ser um bom dramaturgo e é um amor absurdo ao estudo. É ser apaixonado pela arte da escrita e estar sempre curioso em aprender novas histórias, conhecer novas pessoas e ser incansável em estudar e praticar. Esse é o binômio ideal.

@vanamedeiros

Dramaturgia na SP Escola de Teatro
Direcionado a novos dramaturgos, o curso tem como objetivo estimular inovadoras percepções de mundo e diferentes formas de construção textual. Equilibra teoria, técnica e prática, incluindo conteúdos que compõem a base de criação a outras mídias.

É coordenado há 10 anos pela dramaturga, jornalista e curadora teatro Marici Salomão, autora de peças como o “O Retiro dos Sonhos”, “Bilhete”, “Maria Quitéria” e “Território Banal”. É autora do livro “O Teatro de Marici Salomão” (Coleção Aplauso/Imprensa Ofical).

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