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Um Pedaço de Praga no Brasil

Publicado em: 15/07/2011

Centenas de registros feitos pelos aprendizes de Cenografia e Figurino e Técnicas de Palco da SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco na Quadrienal de Praga fizeram parte de um encontro realizado por eles com direito até a um café da manhã, na última quinta-feira (14/07).

 

Assim, entre fotos de construções clássicas e de instalações projetadas pelos países que participaram do maior evento de cenografia do mundo, um debate marcou a abertura de uma série de contrapartidas que estes aprendizes vão realizar durante as aulas.

 

Mariana Pedroso de Moraes, aprendiz de Técnicas de Palco, que trabalhou na monitoria do evento apresentando os trabalhos brasileiros aos visitantes, deixou sua impressão sobre a viagem. “É muito interessante essa oportunidade de participar de uma mostra internacional do tamanho e da importância da Quadrienal. Ter contato com outros alunos de escolas e faculdades de todo mundo dá a chance de conhecer a maneira de pensar no teatro e fazer cenografia mundo afora”, comenta.

 

Mariana ressalta, ainda, a valorização internacional que o Brasil teve no campo da cenografia. “É bonito ver o País sendo reconhecido. Há alguns anos, pouca gente conhecia a Quadrienal. Artistas como o J.C. Serroni e a Telumi Helen, (coordenador e formadora do curso) abriram caminho para nós. Graças ao trabalho deles, hoje temos essa oportunidade. Sinto muito orgulho pelo Brasil ter recebido a Triga de Ouro”, afirma.

 

Também integrante do grupo que viajou à República Tcheca, Luís Gustavo Machado diz não ter ido com muita expectativa, apenas com ansiedade pela questão do idioma, mas, no final, se saiu bem e conseguiu se comunicar até melhor do que esperava. Da experiência, o mais marcante para o aprendiz foi trazer a influência da diversidade cultural presenciada na cidade.

 

“Acho que o mais importante para quem não pôde ir é fazer analogias com o que estão vendo nos registros que fizemos, tentando buscar uma visão diferenciada do que é o teatro no Brasil, com base em como ele é no resto do mundo”, salienta o aprendiz.

 

Paloma Neves, que também cursa Técnicas de Palco, concorda com a afirmação. “Com esse encontro, dá para ter um panorama básico do que está acontecendo lá fora e relacionar com o que produzimos aqui. Minha conclusão é que no Brasil não deixamos a desejar no campo da cenografia. Desta vez, não consegui juntar dinheiro para ir, mas, da próxima vez, tenho certeza que irei”, projeta.