Teatro de Papel

Publicado em: 08/03/2011

Papéis e uma ideia na cabeça. Esses são os elementos necessários para que se faça Teatro de Papel. E talvez esteja aí, na simplicidade,  o segredo do sucesso de tantos anos desse gênero teatral que sucedeu o presépio de papel, no qual eram retratadas cenas bíblicas.
 
 

Surgido no século XVIII, na Europa, o Teatro de Papel é um teatro em miniatura, que toma como referência o palco italiano e tenta, de alguma maneira, se espelhar a ele, não somente na técnica, mas também no ambiente cênico.
 

Ele é basicamente constituído por bastidores laterais, uma cortina, um proscênio e figurinhas em papel. Geralmente, os elementos são apresentados sobre grandes folhetins impressos, colados sobre um cartão, recortados e montados para que, com eles, se faça um palco sobre uma armadura de madeira. Em muitos casos, usa-se somente uma mesa para montar o cenário.
 
 

Na sua origem, o Teatro de Papel despertou a grande paixão da burguesia pelo teatro e sua principal função era reproduzir peças de grande repercussão à época e, claro, torná-las acessíveis e visíveis também às crianças.
 

O espetáculo encenado no Teatro de Papel predispõe a narração épica e a convivência direta com público, devido à proximidade palco/plateia. As figurinhas de papel, que mediam entre 8 e 10 centímetros,  reproduziam os atores da época, tanto nos figurinos, quanto nas fisionomias.
 

As pequenas caixas panorâmicas de cartão, que serviam de palco para as apresentações eram, depois de utilizadas, enviadas como presentes para amigos ou incentivadores da arte.
 
 

O Teatro de Papel perdeu seu caráter artesanal com o passar dos anos, mais precisamente a partir da Revolução Industrial e da invenção da litografia, quando passou a ser mais um item de produção em massa. 
 
 

Hoje, o gênero não goza mais de tanta popularidade, no entanto, algumas companhias ainda o incluem em seus repertórios e o museu do Teatro de Papel, na França, recebe cerca de 200 mil visitantes por ano.