Residência SP Modernistas: Pipa Luke e Gui Awazu mostram a força da arte circense com bambolê e perna de pau

Pipa Luke, artista circense equatoriana, e Guilherme Awazu, da Trupe Baião de 2, são os convidados do terceiro vídeo do projeto Residências SP Modernistas da SP Escola de Teatro, em comemoração ao centenário da Semana de Arte Moderna de 1922, em parceria com a Secretaria da Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo.

Desenvolvida pelo setor de Extensão Cultural e Projetos Especiais da instituição, a ação busca destacar artistas representantes do novo modernismo brasileiro e projetos que representem versões contemporâneas desse movimento artístico, sob curadoria de Miguel Arcanjo Prado, coordenador de Extensão Cultural e Projetos Especiais da SP Escola de Teatro, e com idealização assinada por ele e por Ivam Cabral, diretor executivo da instituição.

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“Todo mês, iremos ter um clipe especial nas redes da escola, com artistas ou coletivos que possuem em seu DNA traços que os tornam herdeiros de aspectos do movimento modernista, sobretudo no campo da brasilidade e da antropofagia como discurso artístico, apresentando ao público contemporâneo estes novos modernistas”, afirma Arcanjo. Estes artistas são convidados a apresentar suas performances na sede histórica da SP Escola de Teatro no bairro do Brás, prédio onde estudou a modernista Pagu”, acrescenta.

Nessa edição foram convidados dois grandes nomes das artes circenses: a equatoriana Pipa Luke, que além de artista circense especializada e pesquisadora em bambolê, também é graduada em Produção Audiovisual, com habilitação em Produção, Direção, Cinema e Televisão, e o também artista circense Guilherme Awazué, cofundador e integrante da Trupe Baião de 2, especializado na técnica de perna de pau.

Foto: Edson Lopes Jr.

Pipa Luke é imigrante equatoriana residente no Brasil desde 2016, natural de Machala, capital da província Del Oro e chegou ao Brasil acompanhada de sua filha, Isis Kat, atualmente com 9 anos, após uma convenção circense no Paraguai que aconteceu em 2016. O encanto a levou a se tornar aprendiz autodidata da modalidade circense. Atualmente, a artista é uma grande especialista e pesquisadora do bambolê na América Latina e uma das Novas Modernistas que imprime antropofagia à maior metrópole do Brasil. Além disso, ela ensina suas técnicas no curso de extensão na SP Escola de Teatro, e ajuda os estudantes, com ou sem conhecimento no bambolê, a embarcarem em uma experiência única com o aparelho, com técnicas que ajudam na mobilidade, ritmo, memória, resistência física, noção espacial entre outros dezenas de benefícios.

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“Que a dança, os truques e a agilidade possam engrandecer nossos movimentos, coordenações, equilíbrio mental e nossa concentração durante esse processo. O bambolê nos oferece diversas oportunidades de aprimoramento artístico”, afirma Pipa.

Já Guilherme Awazu, além de artista circense, é também educador físico de formação, ex-atleta de muay thai e cofundador, junto de Raquel Monteiro, da Trupe Baião de 2, criada em 2013.

Foto: Edson Lopes Jr.

Guilherme teve o primeiro contato com o circo através de um estágio durante a faculdade de educação física e nunca mais se distanciou da arte. Passou alguns anos aprendendo sobre circo com a tradicional família de acrobatas circenses Fratelli, começando inclusive a dar aulas logo depois.

“Tudo nasceu da vontade de dar um salto mortal. Hoje me vejo mais como arte educador, do que como um educador físico. E hoje um artista. A perna de pau foi o meu primeiro contato com o circo. Desde então seguimos construindo história e desenvolvendo um método”, comenta Awazu.

Ambos os artistas foram convidados para o projeto por representarem os novos modernistas brasileiros, herdeiros do movimento, trazendo cor e talento para um espaço tão significativo e cheio de história, o prédio da SP Escola de Teatro no Brás.

Veja baixo o vídeo, que contou com produção de Rodrigo Barros, direção de fotografia de Edson Lopes Jr. e direção de Miguel Arcanjo Prado.

Artistas convidados: Pipa Luke e Guilherme Awazu
Idealização: Ivam Cabral
Direção de produção e curadoria: Miguel Arcanjo Prado
Produção Geral: Rodrigo Barros
Assistência de produção: Margarete Lara
Videomaker: Edson Lopes Jr
Edição: Henrique Mello
Comunicação: Luiza Amaral
Apoio: Produção SP Escola de Teatro




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