Edézio Aragão, artista docente de sonoplastia, fala sobre ensinar e fazer música na pandemia

Edézio Aragão Santos

Edézio Aragão, artista docente de sonoplastia do módulo verde, é técnico e produtor audiovisual graduado em Rádio TV na Universidade Federal de Sergipe (UFS). Ele também é artista egresso da SP Escola de Teatro, formado no curso em 2016.

Com 20 anos de carreira como músico e comunicador, o artista trabalha no teatro desde 2008, onde começou a compor a trilha sonora de espetáculos e também de apresentações circenses.

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Entre seus importantes projetos em sonoplastia teatral, estão Wayra, do Fuerza Bruta, Denise Stoklos em Extinção, dirigido por Denise Stoklos, Francisco Medeiros e Marcio Aurelio e a composição em parceria com Raul Teixeira da trilha sonora do espetáculo O Mal Entendido, dirigido por Ivan Andrade.

Em entrevista ao site da SP, Edézio comentou como é o ensino musical à distância, em tempos de pandemia de Covid-19, a empolgação em ser professor da Escola e contou um pouco de sua experiência como artista no Brasil e no exterior; confira!

Como é ser artista docente na SP Escola de Teatro? Quais são seus planos para esse semestre como professor?

É um grande desafio e também uma enorme honra. Como fiz parte da escola como estudante, voltar agora para compartilhar do que aprendi, além do que me foi proporcionado pela escola, causa em mim um profundo sentimento de realização.

O plano é o desafio de equilibrar a dinâmica dos encontros virtuais, que possuem suas particularidades e desgastes do trabalho de casa, com formas de aprendizagem que envolvam não só questões técnicas, mas simbólicas e estéticas, humanistas e provocativas, como possibilidades de respostas as condições impostas pelo momento em que todos vivemos. Sendo assim, estamos trabalhando em três frentes. Uma dedicada a relação audiovisual e teatro digital, outra envolvendo as questões técnicas, plataformas e ferramentas de trabalho próprios da sonoplastia, e a terceira com foco em repertório, referências e linhas teóricas que envolvem som, música, teatro e vídeo.

O ensino digital tem lados bons e ruins. Quais vantagens você acredita que existam no ensino digital e como pretende explorá-las?

– Para a sonoplastia a questão digital já foi posta há algum tempo antes mesmo da pandemia. Muito do que hoje é ferramenta de trabalho do sonoplasta envolve a tecnologia de transmissão de dados, sendo essa por protocolo midi, como forma de comunicação entra as máquinas, ou sinal sonoro que é transformado em áudio e manipulado pelas daws (digital áudio workstation), e que acabam sendo compartilhados chegando aos computadores e fones, hoje a forma de nos expressarmos para o público. No âmbito da educação, permite que aprendizes que estejam em diversos lugares possam acessar e trocar conhecimento.

O que os estudantes da SP podem esperar aprender neste semestre com as suas vivências e ensinamentos?

Bastante prática. O projeto é ir fazendo e assim aprendendo com os percalços e limitações, compartilhando modos de fazer entre artista docentes, artistas convidados e aprendizes onde, no encontro, se dá o processo formativo.

Conte um pouco da sua experiência como artista no Brasil.
Trabalho com música há 20 anos. Com teatro há 15 anos entre o universo amador e profissional. E com educomunicação há 11 anos. Minha formação acadêmica é em Comunicação Social – Rádio e Tv com cursos de extensão voltados ao cinema e vídeo propiciados pelo Núcleo de Produção Audiovisual Orlando Viera de Sergipe. Por 12 anos, integrei a banda sergipana Naurêa e com ela gravei dois álbuns e alguns EPs, lançados no Brasil, Alemanha e Japão, incluindo turnês nacionais e internacionais. Concebi, produzi e dirigi ao lado do fotografo Victor Balde o projeto multilínguagens “ZONS” que produziu webseries, 4 festivais e várias pequenas ações que envolviam diversas linguagens artísticas de Sergipe e de outros estados do Brasil. Em São Paulo trabalhei como diretor de vídeo em projetos musicais no selo Pôr do Som como o “Sotaques do Brasil” e “Compasso Instrumental”, e também editor em trabalhos como “Impossível”, do músico Emicida e dos projetos especiais para o site Razões Para Acreditar. Compus a trilha sonora da série BOTO (Artrupe Produções – 2018). Estudei sonoplastia na SP Escola de Teatro e trabalhei como compositor, sonoplasta e técnico de som com artistas como Denise Stoklos, Francisco Medeiros, Marcio Aurelio (Extinção 2018), Marcos de Andrade (45 Graus – Mali Teatro), Ivan Andrade (O Mal-Entendido 2019), Parlapatões (Festival do Minuto 2020), Sidnei Caria (Nerina – Maracujá Laboratório de Artes), Dario Uzam (Menino Coragem – Cia Articularte), e experiências internacionais com o Fuerza Bruta (Wayra temporada 2018), Babylon: Beyond Borders, co-produção Bush Theatre (UK), Harlem Stage apresentado no Eletrik Indigo Sound (USA), Market Theatre Lab (South Africa) e Pequeno Ato juntamente com o Sesc (Brasil) e Festival Mirada Sesc (2018), entre outros. Estou como músico guitarrista na banda Sonora Amazônia do músico e compositor paraense, mestre da guitarrada, Manoel Cordeiro.

Por Luiza Camargo

 




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