Dia Mundial do Teatro: O Futuro do Teatro, por Márcio Meirelles

Márcio Meirelles/ Crédito da foto: Anandabr

O Futuro do Teatro, por Márcio Meirelles

O Dia Mundial do Teatro é celebrado neste sábado, 27, e para comemorar a data, Marcio Meirelles, um dos grandes nomes do teatro brasileiro e diretor do Teatro Vila Velha, em Salvador, foi convidado pela equipe da SP Escola de Teatro a escrever um texto sobre o teatro no futuro. Ele também recita a carta em um vídeo especial gravado para a SP. Confira!

“Para imaginar o que será o teatro no futuro, depois deste momento que atravessamos, para que a gente possa pensar em construir o teatro que representará esse futuro, que reflita sobre ele quando ele se instalar, que argumente os prós e os contras das ações políticas do novo ser-humano, da sociedade e do mundo que nos esperam é preciso que a gente saiba como vai ser a humanidade no futuro, depois deste momento que atravessamos.

Porque o teatro é isso: o reflexo do aqui e agora. Reflexo e reflexão do momento em que vivemos. Não sabemos se o teatro dará conta de representar o futuro enquanto ele não for. Agora estamos tentando dar conta deste momento em que estamos, com as possibilidades que temos de representa-lo, com as ferramentas à nossa disposição.

O teatro agora é uma rede que vê, através de muitas telas de vários formatos, a cena que produzimos. O teatro é o testemunho desses olhos que nos veem e que não vemos mas sabemos que estão ali e convivem com nossos pensamentos, paixões, discursos e poéticas nessas plataformas, com essas tecnologias criadas pela humanidade que nos permitem compartilhar tudo isso em tempo real, no espaço virtual com o outro.

Isto é o teatro: o compartilhamento de tempo e espaço com o público através de um discurso.
O futuro vai vir e o teatro que é, será.”

Márcio Meirelles, 66, é um dos grandes nomes do teatro brasileiro e fundador do Bando de Teatro Olodum em 1990, que lançou artistas como Lázaro Ramos e Valdineia Soriano. Também foi secretário de Cultura do Estado da Bahia entre 2007 e 2011. Natural de Salvador, começou nas artes visuais e arquitetura, entrando para o teatro em 1972 como diretor, cenógrafo e figurinista. Em 1976, criou o grupo Avelãz y Avestruz. Em 1989, fundou o espaço A Fábrica. Entre 1985 e 1986, chefiou os núcleos de cenografia e figurino e de direção e elenco da TV Educativa da Bahia. Atualmente, dirige o Teatro Vila Velha, espaço que lançou nomes como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Maria Bethânia e Tom Zé.

Produção: Equipe de Extensão Cultural e Comunicação da SP Escola de Teatro




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