Artista egressa da SP assina dramaturgia inspirada na mitologia Iorubá

Ireti/ Crédito da foto: Duda Viana

Ingrid Alecrim, atriz formada na SP Escola de Teatro, assina a dramaturgia e produção do espetáculo digital IRETI, da Cia. do Despejo, a qual a artista faz parte.

A performance será transmitida pelo canal no Youtube da Cia. Mungunzá de Teatro, entre os dias 15 e 18 de abril, 13 a 16 de maio, 19 a 22 de junho e 17 a 19 de julho, sempre às 20h.

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A montagem, dirigida por Thaís Dias, é inspirada na mitologia Iorubá, sobretudo na figura de Nanã Buruku, orixá que cedeu a lama do seu domínio para a criação dos corpos humanos.

“O texto surgiu da ideia persistente de que o Brasil (conforme nominado após a colonização) foi parido e aleitado por mulheres indígenas, africanas e afrodescendentes.

“Nosso ‘mundo’ é moldado através das mãos dessas mulheres e, muitas vezes, contra suas vontades. Na colonização, tudo o que é frutífero ficará arrasado: a terra e suas preciosidades, o corpo feminino e sua capacidade de gerar os povos miscigenados, que já nascem sob dominação”, revela a dramaturga.

Ireti/Crédito da foto: Duda Viana

A narrativa é conduzida por uma mãe preta e pobre, a personificação de Nanã Buruku. Ela ergueu o Brasil com os próprios braços, mas foi preterida pelo país e, agora, mergulhada em um contexto de miséria, violência, fome e terror, assiste a seus filhos serem mortos e presos e a suas filhas serem estupradas.

“Ela toma as rédeas da existência humana, se colocando como uma figura central da história do Brasil, e não aceita ser musa, escrava, empregada ou ladra. Ela deixa de ser protagonista de uma história silenciada e solitária e se assume como protagonista da nação. Com essa história, a Cia do Despejo, da qual sou cofundadora, valoriza as narrativas das mulheres brasileiras ao dar voz às verdades desagradáveis, às culturas afrodiaspóricas depreciadas e à configuração de uma realidade apocalíptica convergente com os acontecimentos atuais”, comenta a autora.

Além de denunciar todos os tipos de atrocidades cometidas contra a população negra no Brasil desde a colonização, a peça tem a proposta de valorizar as ancestralidades.

É imperdível!

Ficha Técnica
Dramaturgia: Ingrid Alecrim
Encenação: Thaís Dias
Direção de movimento: Carol Ewaci
Intérpretes: Breno Furini, Isamara Castilho e Jennifer Souza
concepções luminosas: Carolina Gracindo
Composição sonora: Aline Machado
Concepção de figurino e costura: Duda Viana
Concepção de cenografia e cenotécnica: Lui Cobra
Orientação de percussão: Helena Menezes Garcia
Orientação de máscaras: Renata Kamla
Mascareiro: Cleydson Catarina
Fotografia: Duda Viana
Artes de divulgação: Afrobela
Produção: Ingrid Alecrim
Assessoria de Imprensa: Bruno Motta Mello e Verônica Domingues – Agência Fática
Este projeto foi contemplado pelo Programa para a Valorização de Iniciativas Culturais do Município de São Paulo – VAI.

Serviço
IRETI, da Cia do Despejo
Apresentações: 15 a 18 de abril, de quinta a domingo, às 20h
13 a 16 de maio, de quinta a domingo, às 20h
19 a 22 de junho, de sábado a segunda, às 20h
17 a 19 de julho, de sábado a segunda, às 20h
Transmissão pelo canal do YouTube da Cia Mungunzá: https://www.youtube.com/c/CiaMungunz%C3%A1deTeatro
Ingressos: grátis
Duração: 30 minutos
Classificação: 16 anos
Instagram: @ciadodespejo

Por Luiza Camargo




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