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Eliana Monteiro, colaboradora da SP Escola de Teatro, divulga a performance E O Que Restou do Barro Silenciou a Mulher

Foto: Divulgação

Até 18 de novembro ocorre a performance E O Que Restou do Barro Silenciou a Mulher, o espetáculo foi concebido pela artista, professora e colaboradora da SP Escola de Teatro Eliana Monteiro. Ele coloca em pauta o silenciamento, a invisibilidade e a violência vivenciada pelas mulheres na sociedade contemporânea, e será transmitido online e gratuitamente pelo canal Mulheres Em Quarentena.

Além de coordenadora interina do curso de Atuação da SP, Eliana Monteiro é mestranda em artes cênicas na ECA – USP, formada em atuação pela Universidade São Judas, em interpretação pela Escola Superior de Teatro Célia Helena e em direção pela Escola Livre de Santo André.  Também participam do projeto Lucienne Guedes, que assina a dramaturgia, e Mariana Hörlle, Elena Trindade e Fernanda Fiuza, Pietra Sousa, Joy Ballard, Gleide Firmino e Micheli Santini, que performam.

A apresentação traz mulheres de variadas idades, regiões, etnias e condições sociais que, cobertas por barro, recebem pingos constantes de água na cabeça, fazendo com que essa “máscara” de argila se desmanche durante as primeiras 4 horas de duração da apresentação. O público poderá acompanhar as atuações durante 14 dias e nesse período as artistas se revezarão. Na peça toca uma espécie de ‘trilha sonora’, na qual ouvem-se matérias, artigos, poemas e notícias que tematizam o fim trágico da mulher. Quando a argila se derrete, cada performer aborda variados assuntos relacionados a suas vidas pessoais e de pessoas conhecidas.

A performance traz à reflexão silêncio imposto às mulheres, tanto no âmbito público e regulamentado quanto nos ambientes privados, dentro de casa. No contexto da pandemia, torna-se mais enfático a necessidade de discussão do tema em vista do aumento considerável nos casos de violência doméstica e abuso sexual no cenário doméstico. Nesse sentido, o número se coloca como uma resposta às injustiças pelas quais a figura feminina passou durante a história e passa até os dias atuais.

A primeira etapa do projeto aconteceu em dezembro de 2020, durante a Virada Cultural da cidade de São Paulo, com artistas paulistas, paraibanas e amazonenses. Atualmente, ele foi contemplado pela Lei Aldir Blanc (Lei 14.017/2020), por meio do Ministério do Turismo, Secretaria Especial da Cultura e Prefeitura Municipal de São Paulo, através da Secretaria Municipal de Cultura.

 

Confira o teaser: 

 

 

SINOPSE

A performance traz à tona uma resposta ao silêncio imposto às mulheres, seja no âmbito público e regulamentado ou mesmo nos ambientes mais privados como os das relações familiares. O que é preciso não engolir mais, como forma de reação a esse silêncio imposto? A performance pretende colocar em evidência a reação necessária a esse silenciamento perpetrado em muitos momentos históricos no Brasil, incluindo o momento presente do isolamento social. Ao todo 6 performers e/ou atrizes, de várias idades, várias regiões do país, etnias e condições sociais, em suas casas, irão se colocar em pé por 4 horas, com dramaturgia de Lucienne Guedes, a partir das vozes das vozes das artistas desse trabalho e trechos de textos de Rupi Kaur, Silvia Federici e Liv Stromquist. Com as cabeças cobertas por argila medicinal ou material similar, elas receberão sobre essas cabeças pingos de água constantes, de maneira a fazer com que a argila vá se desmanchando ao longo das 4 horas de duração da performance.

 

FICHA TÉCNICA

Direção: Eliana Monteiro

Dramaturgia: Lucienne Guedes

Produção: Iza Miceli

Produção Executiva: Leonardo Monteiro

 

Distrito Federal

Performers: Pietra Sousa, Gleide Firmino e Micheli Santini

Videomaker: Joy Ballard

 

Rio Grande do Sul

Atrizes: Mariana Hörlle, Elena Trindade e Fernanda Fiuza.

Filmagem e edição: Izza Balbinot

Produção: Lu Tondo

Assistência de Produção: Vanessa Fiuza

 




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