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Selo Lucias: “Falar de Lúcia Camargo é falar de generosidade”, diz J.C Serroni

Publicado em: 15/02/2021

Como parte da comemoração de 10 anos, a SP Escola de Teatro lançou em janeiro, no aniversário de São Paulo, o livro “Teatro em Grupo na cidade de São Paulo e na Grande São Paulo”. E também o selo “Lucias”, que homenageia Lucia Camargo, umas das maiores personalidades da cultura brasileira e que nos deixou em julho de 2020, aos 76 anos, em decorrência de um AVC.

Lucia Camargo era gestora cultural, professora, jornalista, crítica e coordenou o setor de Extensão Cultural e Projetos Especiais na SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco. Ela também foi diretora de importantes instituições culturais brasileiras, como Teatro Guaíra, em Curitiba, onde foi ainda secretária municipal e estadual de Cultura do Paraná; e o Palácio das Artes, em Belo Horizonte. Além disso, foi ainda secretária-adjunta de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo e a primeira e única mulher na história a dirigir o Theatro Municipal de São Paulo.
Continuando a série de depoimentos sobre o lançamento do selo Lucias, trazemos hoje a homenagem do arquiteto, figurinista, cenógrafo e coordenador do curso de Cenografia na SP Escola de Teatro, José Carlos Serroni, mais conhecido como J.C Serroni, um dos maiores nomes da cenografia no país. Ele destaca a pessoa de muitas qualidades que Lucia foi e a saudade que ela deixa com sua partida.

“Falar de Lúcia Camargo é falar de generosidade, de competência, de companheirismo, de dedicação, de conhecimento e agora também, de saudade! Tudo o que afirmo acima é comprovado por mim, em mais de 30 anos de aproximação”, relembra.

Relembra a longa trajetória que tiveram juntos, passando por Curitiba, Minas Gerais até a longa jornada na cidade de São Paulo, com menção especial à SP Escola de Teatro.

“No Teatro Guaíra, na Secretaria de Cultura de Curitiba, no Palácio das Artes de Belo Horizonte, no Teatro Municipal de São Paulo, na Secretaria Estadual de Cultura de São Paulo, e especialmente na S.P. Escola de Teatro, com convivência diária, por muitos anos”, recorda.

Serroni afirma que todas homenagens para Lucia serão poucas comparado ao que ela merece e celebra as recordações físicas que essa amizade e parceria profissional deixou, as dezenas de livros que ganhou de Lucia durante esses anos.

“A minha biblioteca também agradece as dezenas de livros que ela doava, sempre com um histórico detalhado da publicação. Qualquer homenagem a ser feita à Lúcia será muito bem-vinda, mas certamente estaremos sempre devedores de tudo o que ela merece”, afirma.




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