Ricardo Severo: “Maria Alice Vergueiro é uma força da natureza”

Publicado em: 24/06/2013

Há quase um mês, a Sede Roosevelt da SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco fervilhava. Era noite de 27 de maio e a Instituição recebia quatro eventos importantes: os lançamentos do número 4 da revista A[L]BERTO e do livro “O teatro de Victor Garcia – a vida sempre em jogo”, de Jefferson Del Rios, e a entrega do Prêmio SP Escola de Teatro e do Prêmio Aplauso Brasil de Teatro, cujas cerimônias tiveram direção de Ricardo Severo, artista residente do curso de Sonoplastia.

 

A grande homenageada daquela noite foi a atriz Maria Alice Vergueiro, escolhida pela edição de estreia do Prêmio SP Escola de Teatro. Um dos maiores nomes do teatro nacional ainda em plena atividade, ela estreou nos palcos em 1962, em “A mandrágora”, sob a direção de Augusto Boal. Também atuou sob a batuta de José Celso Martinez Corrêa e no grupo americano Living Theatre, quando de sua passagem pelo Brasil, na década de 1970. Em 2002, afastada do Ornitorrinco, adaptou “Mãe Coragem”, de Bertolt Brecht, sob a direção de Sérgio Ferrara. Recentemente, ficou mais conhecida da nova geração ao estrelar o curta-metragem “Tapa na pantera”, sucesso no YouTube. E, hoje, comanda uma ocupação na Escola até novembro, com sua atual companhia, o Grupo Pândega de Teatro.

 

Além de um dos principais responsáveis pela cerimônia, Ricardo Severo é fã e amigo da atriz. Para registrar sua admiração e sua trajetória ao lado da artista, Severo gravou um depoimento exclusivo para a seção Videocelular, disponível no canal do YouTube da Escola. 

 

“Minha relação com Maria Alice Vergueiro começou em 2002, quando assisti ao espetáculo ‘Mãe Coragem’, dirigido por Sérgio Ferrara. Fiquei muito impressionado com ela no palco. Ela, realmente, é uma força da natureza. Uma força teatral da natureza. Ou uma força da natureza teatral. Depois disso, fui apresentado formalmente pelo Rubens Caribé, que também fazia ‘Mãe Coragem’. Maria Alice é uma pessoa incrível, maravilhosa, generosa e sempre disposta a tudo que for novo, instigante, prazeroso de fazer na cena. Você coloca um desafio e ela tem prazer em realizar aquilo com o máximo de sua boa vontade”, diz.

 

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Texto: Felipe Del