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Residência artística “Nunca Vi Uma Gaivota” estreia em 4/8 na SP Escola de Teatro

Publicado em: 25/07/2023 | por: Guilherme Dearo

Atores na peça "Nunca Vi Uma Gaivota": residência na SP Escola de Teatro

Atores na peça “Nunca Vi Uma Gaivota”: residência na SP Escola de Teatro. | Foto: Divulgação/Nicolle Comis

Estreia em 4 de agosto, na unidade Roosevelt da SP Escola de Teatro, a residência artística “Nunca Vi Uma Gaivota”, adaptação de “A Gaivota” (1896), de Anton Tchekhov.

A peça tem dramaturgia de Carolina Marafiga Minuzzi, concepção e direção artística de Flavia Pucci e atuação de Carolina Marafiga e Leonardo Silva.

A peça une as vidas de dois atores que se misturam na história de Nina e Treplev, personagens de “A Gaivota”, abordando temas que são praticamente universais como relacionamentos, sonhos e problemas maternos. “‘A Gaivota’ do Tchekhov retrata pessoas apaixonadas pela arte e pelos sonhos que possuem. Eu brinco que ‘A Gaivota’ é como se fosse o poema ‘Quadrilha’ do Carlos Drummond de Andrade. Todos ali amam alguém que não os amam de volta. É sempre uma busca pelo inalcançável, um pensamento ingênuo sobre o que é o amor e o que é arte, vista pela personagem Nina como sinônimo de sucesso, de glória” conta a atriz e dramaturga Carolina Marafiga.

Desde os tempos de Tchekov, uma coisa entre os atores é a mesma: a dificuldade em ser ator. “O texto original já trazia as questões existenciais daqueles que queriam viver nos palcos. Nos dias de hoje não é diferente. A maioria dos artistas brasileiros não tem a sorte de um edital ou patrocínio e temos que nos produzir. Fazer seu sonho acontecer! É isso que traz a atualidade do texto, a resiliência por trás da realização dos sonhos e as frustrações que aparecem no meio do caminho”, relata o ator Leonardo Silva.

“Nunca Vi uma Gaivota” traz para o público um lugar de reflexão não só sobre a profissão artística, mas também sobre seus próprios sonhos e desejos internos que podem ou não serem realizados. Durante a peça terão cenas do texto original e depois paralelos com o contemporâneo. “Quando Carolina Marafiga propõe escrever o que acontece nos bastidores de uma montagem de ‘A Gaivota’ que se passa no ano de 2023, ela acrescenta novas questões à trama. Como, quem é vocacionado, lida com suas apreensões, em um mundo onde a internet potencializa as frustrações humanas de tal maneira, que qualquer deslize pode causar danos irreversíveis?” analisa a diretora Flavia Pucci.

A peça fica em cartaz na Sala R1 da unidade Roosevelt até 9 de setembro, sempre às sextas e sábados, às 20h30.

Os ingressos estão disponíveis via Sympla da SP Escola de Teatro

Serviço

“Nunca Vi Uma Gaivota”, de Carolina Marafiga Minuzzi
Quando: 4/8 a 9/9. Sextas e sábados, às 20h30
Onde: SP Escola de Teatro – Unidade Roosevelt (Praça Franklin Roosevelt, 210, Consolação) | Sala R1
Ingressos: R$40 (inteira) e R$20 (meia).
Duração: 80 minutos
Classificação: 12 anos

Ficha técnica

Dramaturgia: Carolina Marafiga Minuzzi
Concepção e direção artística: Flavia Pucci
Elenco: Carolina Marafiga e Leonardo Silva
Assistente de direção e produção: Jade Marques
Produção executiva: Leonardo Silva
Desenho de luz: Beto Martins
Operadora de luz: Dhiovana Souza
Trilha original: Tiago Damiani
Assessoria de imprensa: Fabio Camara
Designer gráfico: Gustavo Oliveira
Teasers: Adriano Venancio
Fotografia: Nicolle Comis
Gestão e apoio: Associação dos Artistas Amigos da Praça, SP Escola de teatro, Governo do Estado de São Paulo e Teatro Garagem.
Realização: Carolina Marafiga Minuzzi e Leonardo Silva

Cartaz da peça "Nunca Vi Uma Gaivota": residência na SP Escola de Teatro em 2023.

Cartaz da peça “Nunca Vi Uma Gaivota”: residência na SP Escola de Teatro em 2023. | Foto: Comunicação/ADAAP




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