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Renata Peron conta sua comovente história para blog do portal R7

Publicado em: 14/09/2015

Depois de perder um rim em uma agressão na Praça da República, em São Paulo, a paraibana Renata Peron, que trabalha como recepcionista na SP Escola de Teatro, passou a militar pelos direitos trans no CAIS (Centro de Apoio e Inclusão Social de Travestis e Transexuais). Ela contou um pouco de sua difícil história de vida para o blog de Alvaro Leme, no site R7.

 

Nascida na Paraíba, Peron enfrentou desde cedo as discriminações e agressões das outras crianças na escola. Sua mãe depressiva cometeu suicídio quando ela tinha apenas sete anos. Como o pai era alcoólatra, Renata foi morar na casa de um de seus treze irmãos. Ele também acabou abandonando-a.

 

“Apesar das durezas da vida, não posso me queixar, não. Tenho 38 anos, o que me coloca numa rara estatística: a das transexuais que passam dos 35. Sim, é essa a nossa expectativa de vida. Onde nasci, a morte chegava bem mais cedo. Antes dos 20 até”, diz em seu depoimento ao blog.

 

Peron começou sua transformação física apenas aos 27 anos, quando se mudou para São Paulo. Até então, ela se montava como drag queen, uma opção socialmente mais aceita.

 

Ela colocou uma prótese de silicone com 500 mililitros e passou por uma cirurgia para remodelar seu quadril e bumbum. “Agora batalho rumo aos 25 mil reais de que preciso para implantes capilares. Sabe a tortura que um homem sente quando começam a cair os cabelos? Multiplique isso por mil no caso de quem, como eu, nasceu mulher num corpo masculino”, comenta.

 

Enquanto não está trabalhando na SP Escola de Teatro, ela se dedica ao sonho de se tornar uma cantora famosa. Com quatro discos e um DVD gravados, ela ainda não conseguiu impulsionar sua carreira, pois as gravadoras e produtores não estão prontas para dar espaço a uma cantora trans.

 

Leia mais detalhes sobre a história de Renata Peron no blog de Alvaro Leme




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