Relação com o espectador é reconsiderada nos experimentos cênicos do módulo vermelho

Publicado em: 22/11/2016

A interessante estética do Núcleo 5 em apresentação na sede Roosevelt da SP Escola de Teatro
 
No último sábado (19), a fase intermediária de experimentos cênicos das turmas da SP Escola de Teatro foi finalizada. Na ocasião, aprendizes, formadores e coordenadores viram, pela segunda vez, os trabalhos de oito núcleos criadores. As mostras já não foram tão cruas quanto na primeira abertura, e ainda podem melhorar para a apresentação final.
 
Desta vez, o Módulo Vermelho — que tem liberdade de escolha no eixo dos trabalhos, podendo variar entre performatividade, narratividade e personagem/conflito — expôs o andamento de suas pesquisas.
 
A formadora do Curso Regular de Humor, Suzana Aragão, acompanhou o desempenho das turmas. Ela destaca os caminhos que o tema “philia”, que é comum a todos, vem traçando entre os grupos. “É interessante ver como os aprendizes estão dando mais consistência para as condições adversas da philia”, diz. “Eles estão caminhando para contextos que têm a ver com o tempo atual, estão entendendo o seu próprio tempo.” Isso revela um melhor entendimento das dramaturgias das cenas.
 
Cena do experimento do Núcleo 4
 
Outra importante observação destacada por Suzana foi uma atenção, por parte dos aprendizes, às abstrações dos trabalhos. Saídas abstratas evitam a obviedade no teatro, mas, em excesso, podem prejudicar a compreensão. “Algumas cenas causavam ineficiência na comunicação com o espectador, e, agora, o público foi mais considerado”, aponta Suzana, com esperanças de que este item se aprimore ainda mais na próxima apresentação.
 
Na conclusão do trabalho, a formadora deseja que os aprendizes fortaleçam aquilo que faz o teatro acontecer. “Devemos lembrar que tudo ocorre pela união entre os artistas, pelo encontro entre os criadores. E que as áreas não pensem e nem trabalhem apartadamente,  que entendam que o objeto de estudo que os une é a cena”, diz. “É bonito de ver, na força da juventude de todos eles, essa compreensão, essa garra e  a maturidade de abrir mão do ego, que não serve para nada, e se doar para a obra.”



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