Quem Conta Um Conto, Conta Uma Peça

Publicado em: 04/08/2010

Após quatro meses de atividade, o curso de Difusão Cultural “Do Livro ao Palco: A Adaptação para o Teatro”, com Mário Viana, chegou ao fim na última terça-feira (3), com a apresentação do conto “Pomba Enamorada ou Uma História de Amor”, de Lygia Fagundes Telles, transformada em linguagem teatral pelos aprendizes. A conclusão do curso contou com participações especiais. Primeiro, o conto foi lido na íntegra por Ivam Cabral, diretor artístico da Escola. Em seguida, cinco alunos do curso de Humor realizaram a leitura dramática do texto adaptado: Bruno Forcinito, Gabriel Lopes, Gustavo Gonçalves, Josiane Souza e Nadja Moraes.

O conto foi dividido em vários momentos e cada aluno adaptou uma parte da narrativa. Para que as personagens apresentassem uma coerência entre as diferentes linguagens escritas, o grupo realizou um estudo da personalidade característica de cada um e do universo da ficção. “É emocionante ver um resultado tão vivo como esse. A pesquisa dos aprendizes ficou bem clara no resultado final e demonstra a dedicação de todos os envolvidos”, disse Ivam Cabral.

“Ficamos surpresos com a participação deles. Para nós, foi importante ouvir a interpretação dos atores. Nosso texto ganhou outra dimensão. Eles deram vida às diferentes adaptações e percebemos o que funcionou e o que ainda está incompleto em cada cena”, disse Vagner Araújo, aprendiz do curso.

Durante as aulas, o formador realizou o estudo da dramaturgia para adaptações não só de contos, mas de romances e novelas. Além das aulas teóricas, eles assistiram filmes, especiais de televisão e compararam algumas obras originais e as transposições para outras linguagens.

“Em uma das minhas primeiras oficinas de dramaturgia, em 1986, Luís Alberto de Abreu propôs a adaptação desta história. Na época, não consegui realizar a adaptação e pensei que seria um bom desafio retornar ao texto. Todos se saíram muito bem”, revela Viana.

Para Maria de Souza, aprendiz de Dramaturgia da SP Escola de Teatro, o exercício virou um projeto pessoal. “Comecei a adaptar o conto inteiro e já criei 10 cenas. Quero montar uma peça completa baseada no conto da Lygia, que constrói um universo totalmente original”, finaliza.