Quanto Riso! Oh, Quanta Alegria!

Publicado em: 30/10/2012

Como era de se esperar, bom humor não faltou à Mesa de Discussão “O Papel do Palhaço na Formação do Ator”, que aconteceu ontem (29) à noite, na Sede Roosevelt da SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco, com a presença de Cida Almeida, Sofia Papo, Cristiane Paoli Quito e Ivanildo Piccoli.

Diante de uma plateia lotada, com direito a algumas pessoas sentadas ao chão, os quatro discorreram sobre suas respectivas trajetórias no teatro, todas tendo como base o trabalho com elementos do clown, do bufão e do palhaço, além das máscaras. “Na verdade, quando me perguntam a diferença entre clown e palhaço, eu costumo dizer: ‘Nenhuma’”, observou Cristiane, levando o público ao riso. “Às vezes, a gente escolhe um palhaço, mas acaba sendo outro”, completou.

“O palhaço nasce com características nossas que, muitas vezes, tentamos negar. Por exemplo: sou baiana, tenho meu sotaque, que acaba surgindo ainda mais forte quando assumo meu palhaço. Daí, quando a gente assume essas características, surgem outras”, disse Cida Almeida.

“Há muitos aspectos importantes do palhaço, que servem para compor o trabalho do ator. Para tentar fazê-lo rir, o palhaço passa por vários espectros da emoção. Ele tenta ser amado, ser aceito (conseguem ver aí alguns traços das nossas relações interpessoais?). Ele está sempre disponível e pronto… para errar. Ele sabe que a vida é feita de picos e baixos. Tem a certeza de que se você subir, vai descer. Assim, cria entendimentos valiosíssimos da cena”, filosofa Cristiane.

Depois da explanação dos participantes da mesa, foi aberta a sessão de perguntas feitas pelo público aos quatro. Nesse instante, Raul Barretto, coordenador do curso de Humor da Escola, passou a fazer parte do grupo e também respondeu às questões. “Meu palhaço, por exemplo… Nem nome tem, nem sei se sou palhaço…”, disse Barretto, levando a plateia às gargalhadas.

 

 

Texto: Majô Levenstein