Profissionais dos Bastidores

Publicado em: 05/07/2011

Você tem interesse em se aprofundar no ofício de técnico de palco? Se sua resposta foi “sim”, esta é sua chance, pois o curso oferecido pela SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco está com cinco vagas para o período matutino.

 

J.C Serroni, coordenador de Técnicas de Palco, comenta que, inicialmente, o curso planejava alcançar um público que buscasse aperfeiçoamento técnico na área, mas com o passar do tempo foram necessárias adaptações para atender às demandas dos aprendizes.

 

“Imaginávamos que o curso iria atrair profissionais que já tivessem contato com atividades relacionadas ao teatro, como marcenaria, e que tivessem certas habilidades manuais e técnicas. Mas passamos a receber aprendizes que possuíam uma formação bastante heterogênea, de arquiteto a pedreiro e mecânico”, informa Serroni.

 

Um dos grandes méritos do curso, segundo o coordenador, é oferecer uma boa iniciação na área técnica. “Os aprendizes tem um ano de aula e, no outro, devem fazer, obrigatoriamente, dois estágios. Um na Escola, auxiliando grupos de outros Módulos, e outras 480 horas fora daqui, em produtoras, companhias, ou qualquer outra atividade do campo.

 

Além disso, Serroni afirma que aqueles que se formarem em Técnicas de Palco pela Escola terão algo que é muito valioso: o registro na DRT (Delegacia Regional do Trabalho). “Também priorizamos a prática. Por exemplo, eles fazem quatro montagens nos Experimentos, em um contato que faz com que o aprendiz saia daqui com uma bagagem mínima para atuar na área.”

 

Internacionalmente reconhecido, Serroni acrescenta que já pesquisou em toda América do Sul para concluir que o curso ministrado pela SP Escola de Teatro é inédito no continente. “Podem ser encontrados cursos curtos e oficinas com duração de dois ou três meses, mas nenhum que forme tecnicamente profissionais como o nosso.”

 

E, finalmente, se você enxerga o técnico de palco como um verdadeiro artista do teatro, este é seu lugar. “Tentamos formar técnicos mais conscientes do seu trabalho. Existe muito amadorismo nessa área, mas aqui se estuda o teatro, os aprendizes também têm que conhecer, por exemplo, Brecht, ou o Realismo.”