Pioneira no digital, SP Escola de Teatro celebra 4 mil espectadores na Mostra de Experimentos Cênicos do 1º semestre de 2021

Publicado em: 28/07/2021

A SP Escola de Teatro encerrou nesta semana com público total de cerca de 4 mil espectadores sua Mostra de Experimentos Cênicos, realizada de 21 a 27 de julho, referente ao primeiro semestre de 2021.

Todas as ações foram montadas e apresentadas de forma remota na SP Escola de Teatro Digital na plataforma Sympla.

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Foram 12 montagens feitas de forma remota, contando com 25 apresentações, durante cinco dias de atividades digitais, com uma média de 800 ingressos retirados por dia.

Durante o primeiro semestre de 2021 os Módulos Verde e Azul pesquisaram duas temáticas importantes para os dias de hoje: Comunicação Não Violenta e Obsolescência Programada.

As obras do dramaturgo Mark Ravenhill e do artista visual e pesquisador Lucas Bambozzi também foram fontes de referências utilizadas pelos estudantes da SP ao longo destes meses e suas ideias reverberaram nos projetos apresentados. O público acompanhou um rico material pedagógico, artístico e social.

Joaquim Gama, coordenador pedagógico da SP Escola de Teatro: público de 4 mil espectadores na Mostra de Experimentos Cênicos – Foto: Andre Stefano

Para Joaquim Gama, coordenador pedagógico da SP Escola de Teatro, o êxito da Mostra e a forte presença dos espectadores no digital refletem a importância de a Escola se manter viva e atuante, sempre ligada à contemporaneidade.

“É muito entusiasmante criar essa aproximação e saber que cerca de 4 mil pessoas tiveram interesse nos conteúdos criados e oferecidos por nós. Acima de tudo, traz a importância que o teatro ainda tem na vida das pessoas e como ele é fundamental para trabalhar com o pensamento simbólico”, declara.

Para Gama, o sucesso de público é visto mais como um desafio e necessidade de aprimoramento de linguagens cada vez mais, lembrando que mesmo após a pandemia o teatro digital deve permanecer.

“Nesse sentido há na SP Escola de Teatro um esforço de fazer arte e teatro, mas também uma condição política de fazer teatro, pois vivemos em um país onde o teatro e a educação vêm sendo ameaçados a cada momento, mostrando a importância do compartilhamento de trabalhos desse tipo”, conclui.

Por Rodrigo Barros
Edição Miguel Arcanjo Prado




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