Paulo Goulart por Paulo Goulart Filho

Publicado em: 27/03/2012

* especial para o portal da SP Escola de Teatro

 

09 de janeiro de 1933, Ribeirão Preto, Fazenda Santa Tereza, interior de São Paulo. Nasce Paulinho, filho do Seu Affonso e da Dona Elza. Infância na fazenda como tantos outros meninos do interior, jogando bola e brincando descalço na terra vermelha. Ele cresce e vem estudar na cidade grande. Em São Paulo, é fisgado pelo teatro, que não deixa passar impune um talento nato.

 

Ele faz teatro como se estivesse brincando na fazenda, pra quem assiste parece fácil. O público o adora, o sucesso e reconhecimento são inevitáveis! Seu talento é como uma pedra preciosa bruta; está lá, indiscutível, concreto e com o passar dos anos lapidado. Há muito tempo, brilha como diamante e reluz como ouro! O teatro o pegou, o sequestrou e o criou como um dos filhos mais queridos. Em troca, ele experimentou sensações, emoções e sentimentos que jamais imaginou vivenciar.

 

Conheceu muitos lugares, pessoas, já foi rico, pobre, rei, vagabundo, bonzinho, malvado e até Deus! Quando aquele menino simples da fazenda iria imaginar que poderia viver tantas vidas numa só? Mas a terra vermelha continua impregnada em sua pele, assim como o teatro está em suas veias e, por isso, ele é tão simples e magnânimo. Hoje, ninguém mais o chama de Paulinho, ele é admirado e respeitado por todos, seus colegas o amam e o público o venera. Quando alguém chama por Paulinho, hoje, quem olha sou eu, que tenho um orgulho imenso de carregar em meu sangue o DNA deste homem, que é um dos deuses do teatro brasileiro.

 

Obrigado, pai! Te amo!

 

 

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