Papo com Paroni | Pretexto, contexto histórico, preconceito, poder

Publicado em: 24/02/2016

Este é um pré-texto explorador de um viés feminista que resultou de uma primeira aproximação com o público, realizada na SP Escola de Teatro. Foi elaborado no suporte-papel para a atriz Janine Correa com a ajuda da atriz Luísa Renaux, que coparticipa deste monologo. A segunda versão virá do trabalho de dramaturgia de cena. O viés é sugerido pelo eixo pedagógico da Escola.
 
A temática parte de um texto do vanguardista soviético de nome polonês Zygmunt Krzyżanowski (1887 –1950), que escrevia também para o teatro de câmera de Alexander Tairov. Parte também de Nelson Rodrigues, de manuais de inquisição medieval, como o “Directorium Inquisitorium” de Aymerich, da filosofia de Hypatia de Alexandria, de “O Processo de Joana D’ Arc”, de “Antígona” de Sófocles. 
 
A seguir, o texto:
 
Maria Veronica (Janine Correa): Não sou uma atriz. Sou uma fetichista do palco. Vamos pôr os pingos nos is. Gosto de Freud. Só que tenho fetiche por pano de boca. Vai muito além daquela pomba de Picasso no Theater am Schiffbauerdamm. 
 
Pausa.
 
Vamos promover um amigo secreto aqui? Quem quer falar ou agir em protesto aos horrores impostos milenarmente em repressão às mulheres?
 
Silencio. Aponta ao círculo iluminado, numa plateia vazia.
 
Já que ninguém se atreve a dizer, contarei a confissão que fiz em protesto no amigo secreto:  um adolescente, enganosamente, me levou pro escuro antes de um espetáculo. A surpresa do que aconteceu ali era justamente o que temia. Virei estudiosa por causa disso: para combater aquela cobardia no  escuro do útero. No palco no útero: a surpresa pelo futuro. A libido pelo presente. Só não fui adiante em deixar me seduzir pela pessoa porque sei que relações baseadas em apenas um fetiche não dão certo. Mas isso aqui já é uma confissão: agora é o contrario. Esse monte de calcinhas são do Nelson, o traste inútil que me acompanha.
 
Conhecem Buñuel?
 
Projeção da cena do teatro e do jantar em charme discreto da burguesia. Silêncio. Aponta novamente para a plateia vazia.
 
 
Queria ser uma atriz que seduz alguém diante do terror da plateia e do branco na memória sem ter o que dizer. Em seu “Último Suspiro”, Buñuel escreveu que aquele era um seu pesadelo recorrente. 
 
Pausa.
 
Já que estamos em confissão, vale a pena criar um glossário de convicções que são a gramática primordial desta performance.  
 
Pausa.
 
Meus filhos são criações: textos, obras de ficção e não ficção, convicções, derrotas, encenações, roteiros, discípulos. Porque para me defender nessa selva, tive que me vestir como homem, esse ser nojento que não tem útero, que não pode ser dois. Como mulher que ainda sou, intuo uma convivência social no paraíso passado.
 
Estas são subjetividades inaceitáveis num texto decentemente teatral, mas são imprescindíveis dado o nível existencial no qual gostaria de me comunicar com vocês. 
 
Pausa.
 
Detesto listas. Mas estes são silogismos importantes para entender como penso:
 
Pausa. Vai para o centro da plateia vazia. O público estará disposto ao lado.
 
Definições de personagem: personagem, se existe, não passa de um feixe de significados embutidos como uma linguiça, num corpo e numa mente humanas. Quando este corpo está morto, é um cadáver. Quando os que rodeiam tal corpo disserem que este corpo está morto, será um fantasma clássico. Quando este corpo se dirá morto, será um espírito clássico que vaga nos teatros. Ismênia, a irmã de Antígone, da tragédia de Sófocles, por exemplo. Quando um corpo fala enquanto Ismênia, nele residirá uma atriz. Se aquele corpo falar para narrar a estória de Ismênia, será o corpo de uma atriz de ficção.
 
Pausa.
 
Se um defunto falasse, ele seria uma assombração.
Se um corpo empresta a sua mente para imaginar o outro, será um espectador. 
 
Pausa. 
 
Todo ator é espectador de si mesmo, de seu contracenando, de seu diretor, de seu público. Até daquele traste ali no palco: o meu marido.
 
Pausa.
 
Todo público será o ator de sua mente. Todo teatro é político. Toda política é teatro. Forma e conteúdo são a mesma coisa. O pano de boca é a cenografia absoluta, o  grau quase zero da representação teatral. Não existe grau zero. Assim como não existe grau exato de representação, como no cálculo infinitesimal. São infinitos, e o infinito a deus não pertence, mas pertence ao teatro.
 
Montam o pano de boca com as calcinhas.
 
O preto – o blackout absoluto – não existe. Como explicava Josef Svoboda, a poeira alojada no tecido de qualquer material reflete a mínima luz. Veremos sempre e somente um tecido, mesmo o mais negro deles. Uma perna negra será sempre uma perna cinza. Veremos o palco. Vemos o teatro. Apenas convencionamos não vê-lo.
 
Quando atuo, ou escrevo, sou outra pessoa. Não me chamo Maria Veronica, somente me lembro que tenho um documento com esse nome.
 
Não existe teatro de verdade. Existe vontade de teatro, que é mais forte ainda. Não existe liberdade. Existe o sonho da liberdade. Não existe vontade de deus. Existe vontade de ter deus. Existe fé cênica e fé religiosa. São a mesma coisa com funções diferentes. Uma permite o teatro. Outra permite a sobrevivência. Deus não existe. A morte é o início e o fim do teatro. O teatro é o fim da morte. O teatro é o início da vida. O contorno do limite é a forma. O limite é o conteúdo. Disto aqui:
 
Mostra um livrinho parecido com a Bíblia, toma um trago. Visivelmente confusa e bêbada, segue bebendo. Aparece Nelson (Renato, o marido). 
 
Nelson! Não pode! O que é que você está fazendo aqui? Já pro tronco!
 
Nelson leva um espantalho para o palco. Fecha-se diante dele uma cortina de calcinhas.
 
Que vergonha… que machista… um espantalho!
 
Pausa. 
 
Meu nome é Maria Veronica. Ensino filosofia. Filosofia para mulheres. Vamos logo ao assunto. Vamos jogar uma tombola filosófica e sortear o assunto.
 
Sorteia, puxa de um saco de tombola algumas fichas e inicia a aula.
 
No Egito, por volta de 400 d.C., pouco antes de Santo Agostinho, a Biblioteca de Alexandria era dirigida por um matemático que tinha uma filha linda, ruiva e que também era matemática, filósofa neoplatônica. Era diretora da academia filosófica de Alexandria. Havia uma grande batalha em curso no ocidente entre o paganismo e o cristianismo. Um dos fatores decisivos para expansão do cristianismo como conhecimento foi depois do incêndio da biblioteca de Alexandria. Mas isso vamos deixar pra depois.
 
Seu nome era Hipácia. Essa mulher tinha uma mania intolerável para os cristãos, gente ignorante e sem acesso ao conhecimento: era a mania de andar nua e ficar com quem lhe aprouvesse, sem por-se o menor problema do pecado ou não, separando amor do sexo. Nunca se casou, convicta. O sexo, como comer um prato de arroz e feijão. O que irritava profundamente os neoconvertidos. Linda, suas únicas roupas eram os longos cabelos ruivos, como ela dizia. Como hoje muitas pessoas utilizam a pele como roupa e suporte para a tatuagem. Um dia, incitados pelo bispo Cirilo, o fanático que tinha a missão de converter a população ao cristianismo, um grupo foi atrás dela ofendendo-a pelas ruas de Alexandria; arrancaram-lhe aquela roupa – a pele – com conchas de ostras afiadas; levaram-na para dentro da igreja, onde ela morreu em agonia. Finalmente, atiraram o resto do corpo numa fogueira. Foi em março de 415, depois do prefeito da cidade ter ordenado a execução de um monge cristão – o que enfureceu o bispo Cirilo e seus correligionários. Devido à influência política que Hipácia exercia sobre o prefeito, os fiéis de Cirilo a escolheram para vingar a morte do monge. Não foi um bode expiatório. Foi uma mulher, bonita e livre. Foi a mulher que assassinaram.
 
Além da selvageria, o símbolo da mudança do paganismo ao cristianismo foi o prenúncio da maldição do conhecimento pagão e a santificação da ignorância enquanto religião. Porque esse Cirilo, o sujeito que incitou a barbárie, é o São Cirilo. Mais adiante, Santo Agostinho decodificou uma série de coisas sobre fé e pecado, e começou a maldição do pensamento pagão em prol do pensamento cristão fanático. 
 
Pausa.
 
Sempre esse querer de destruir quem transmite conhecimento. Para ficar nessas religiões do livro: os fanáticos wahabitas, que hoje querem dominar o mundo árabe com a ideologia jihadista, não são coisa não nova, e apreenderam direitinho a lição. A tese da destruição total da biblioteca, para a maioria do público, é a de que a biblioteca foi destruída por ordem de Amr ibn al-As, pouco depois da conquista do Egito em 642. Estudiosos questionam a veracidade dessa versão. Cesar, por exemplo, queimou parte dela acidentalmente por amor de Cleópatra. Mesmo assim, sabe-se que Amr escreveu ao Califa Omar pedindo instruções sobre o que fazer com a biblioteca. Omar respondeu-lhe “se esses livros estiverem de acordo com o Alcorão, então não precisamos deles para nada; e se eles se opõem ao Alcorão, destrói-os”. Amr teria então ordenado que os livros da biblioteca fossem distribuídos pelos balneários de Alexandria para serem utilizados como combustível para aquecimento da água; foram necessários seis meses para queimar todos os livros.
 
Verdade ou mentira, isso foi o que acabou com a paz do mundo islâmico. Quando o conhecimento pagão foi debelado, o cristianismo, do qual os wahabitas islâmicos são inimigos, teve sinal verde pra se expandir do modo que conhecemos: sem diálogos, por meio da supressão autocrática de ideias antes que elas pudessem ser confrontadas. É sempre irônico que as religiões do livro queimem bibliotecas ou quem as estuda e pensa em liberdade. É marca de um curso ocidental da história, mas também do oriente, feita  exceção ao budismo; este divulga traves do diálogo. Não em todas as suas versões, mas em muitas delas. O buda Nichiren Daishonin sempre foi impedido de estabelecer diálogos e debates. Tenta-se sempre aniquilar quem quer debater, antes. Fomenta-se a mediocridade em detrimento da criatividade e excelência, ou aniquila-se qualquer oponente no debate de ideias, antes que ele possa entrar em evidência pública. Hoje, nos meios de comunicação, mas principalmente no dia a dia das empresas.  Num palco, por exemplo. Por isso, esta plateia está vazia.
 
A transmissão de qualquer conhecimento é destruída quando se reprime a mulher. Quem detém a chave da transmissão geracional do conhecimento na religião judaico-cristã é a mulher, a mãe, por meio da alimentação e do ensino da fala associado ao ato de mamar. Por isso que na religião hebraica só é judeu quem é filho de mãe judia. Porque a religião judaica associa o alimento ao conhecimento. É a garantia de que a cultura será transmitida de geração em geração. Isso que está por trás da ideia do seio bom e do seio mau, tão bem explicitado pela psicologia de Melanie Klein.
 
Para se ter ideia da destruição: estima-se que somente um por cento da literatura grega tenha chegado até nós. Dez por cento da literatura latina. Zero por cento da Etrusca. E assim vai. 
 
Este prologo de Antígone de Sófocles foi uma das poucas coisas que se salvou do conhecimento pagão.
 
Ela projeta o filme do Prólogo de Antígona (*), com o qual ela interage da plateia vazia:
 
(…)
ANTÍGONA
Não conhece o decreto de Creonte sobre nossos irmãos? A um glorifica, a outro cobre de infâmia. A Etéocles determinou dar, baseado no direito e na lei, sepultura digna. Mas quanto ao corpo de Polinice, ordenou aos cidadãos, que ninguém o sepultasse ou pranteasse, abandonado sem lágrimas, sem exéquias, a aves famintas. E se alguém transgredir o decreto receberá sentença de apedrejamento dentro da cidade.
 
ISMÊNIA
Se as coisas estão assim, eu, que posso fazer? Mudaria o quê? 
 
ANTÍGONA
Se quer me ajudar, se está disposta a colaborar, escuta.
 
ISMÊNIA
A que risco? Qual é teu plano?
 
ANTÍGONA
Ajuda-me a levantar o corpo. Quero a ajuda de tua força física.
 
ISMÊNIA
Quer sepultá-lo contra as determinações da cidade?
 
ANTÍGONA
Sepultarei o meu e o teu irmão, ainda que não queira. Não poderão acusar-me de traidora.
 
ISMÊNIA
Contra o decreto de Creonte?
 
ANTÍGONA
Quem é ele para separar-me dos meus?
 
ISMÊNIA
Pensa, irmãzinha, em nosso pai, que pereceu odiado por descobrir seus crimes, os dois olhos arrancou, com suas próprias mãos; depois, ela, mulher e mãe dele, no laço de uma corda extinguiu a vida; há pouco, nossos irmãos, num mesmo dia se mataram, aniquilando-se mutuamente no poder dos braços. Agora, restamos só nós duas; que morte miserável teremos, se à força da Lei e à decisão soberana do tirano nos opusermos? Põe na cabeça isso, somos mulheres, não podemos lutar com homens. Somos dirigidas por mais fortes, temos que obedecer a estas leis e a leis ainda mais duras. De minha parte, rogo aos que estão debaixo da terra que tenham piedade de mim, sou forçada a isso, obedecerei a quem está no poder; fazer mais que isso não tem nenhum sentido.
 
ANTÍGONA
Não direi mais nada; a ele eu enterrarei. Se tiver que morrer, que bela morte será! Amada repousarei com ele, meu amado, criminosamente pura. 
 
ISMÊNIA
Não pratico atos desonrosos; contrariar a autoridade dos cidadãos me é impossível. Pelo menos não reveles a ninguém teus propósitos, age em segredo, também eu me calarei. 
 
ANTÍGONA
Fala! Declara tudo a todos.
(…)
 
ISMÊNIA
Ama o impossível. Não convém nem começar a buscar o impossível.
(…)
 
Maria Veronica mostra o espantalho. 
 
Qual mulher que quer viver com um traste desses?
 
Coloca o espantalho no tronco.
 
O teatro é o único lugar onde insubstituivelmente aquilo que eu vejo no palco está realmente acontecendo, ou seja: uma mentira, uma ficção. Cabe a vocês, do público, se deixarem enganar ou não. Eu não me deixo enganar. Apesar de viver com esse traste, ele continua sendo um machista. 
 
Pausa. 
 
Estou perdida, mais uma vez, nesta peça. Caí nisso outra vez. Pior. A confusão é normal. Por isso nós, mulheres, temos os fantasmas – que os homens chamam de bruxas.
 
Aparece uma projeção de Fräulein (Luísa Renaux), que se apresenta. Todas as suas frases começam em alemão. 
 
Filme de Fräulein:
 
Só a tortura pode purificar essa carne podre e machista. Estamos na Idade Média. Só a tortura poderá extirpar a verdade pecaminosa intrínseca ao nervo do pecador que não teme a deus, que nada teme, nem a própria mãe. O conhecimento pertence à mulher. Os homens são simples bancos de esperma, porque prazer tem que ser entre mulheres. 
 
Pausa.
 
Maria Veronica:
 
O que é a alma?  Alguém, aqui, acredita em alma? Alguém, aqui, quer vir e protestar contra a ditadura do machismo?
 
Silêncio. 
 
Eu sou, sim, maniqueísta. 
 
Tira do saco de tombola outras fichas. 
 
Continuemos com a aula, então. O que foi o Parâmetro cristão de Joana D’Arc?
 
O seu processo ainda hoje mescla realidade com fantasia. Dez sessões foram feitas sem a presença da acusada. Joana foi interrogada sobre as vozes que dizia ouvir, e sobre seus trajes masculinos. Foi condenada por heresia. O proprietário de Joana, Jean de Luxemburgo, fez-lhe a proposta de pagar por sua liberdade se ela prometesse não atacar mais os ingleses. Joana foi queimada viva aos dezenove anos. A execução aconteceu na Praça de Ruen. Suas cinzas foram jogadas no rio Sena, para que não se tornassem objeto de veneração pública. Enquanto morria, era chamada de bruxa, mentirosa, blasfema. As acusações eram de cunho teológico. Mas o fato é muito mais corriqueiro: usava roupas masculinas e ousou derrotar homens. Presa, foi tratada como serva e escrava ao mesmo tempo. Foi comercializada qual escrava como sempre se disse de escravos, num parâmetro pagão. Não tinha alma, era coisa. Mas havia também o Parâmetro cristão: o herege tem alma e pode ser salvo pela fogueira, que lhe purificaria a alma. Esse é o paradigma duplo, portanto. A razão técnica para a sua execução foi uma questão bíblica sobre roupas. Joana tinha o cuidado de usar armadura durante a batalha. Isso dissuadia o abuso sexual durante os combates. Podem imaginar o que acontecia com as mulheres em batalha? O que os homens faziam delas? O clérigo que testemunhou em seu julgamento afirmou que ela continuava a vestir roupas masculinas na prisão para deter o estupro. A preservação da castidade foi o motivo prático para travestir-se; os homens estariam menos propensos a pensar nela como um objeto. Não se ousa expor esse tipo de pensamento quanto aos indumentos. Calça precisa ser rasgada e atrasa assaltante. Queimar Joana d’Arc foi a santificação da repressão que temos até hoje. Somos vistas como almas a serem salvas por partidos políticos. No caso judaico-cristão, pelo partido.
 
Pausa.
 
A tortura não é politicamente correta.
 
O filme: Mas dá bons resultados. É a única linguagem que os homens entendem.
 
Musica de Wagner e imagens de tortura. 
 
Maria Verônica faz o sinal da cruz. Depois, diz: 
 
Vocês me perdoem por ter feito o sinal da cruz. Pausa. O que vocês acham que é o sinal da cruz? Jesus foi cruelmente torturado!
 
O filme responde: Tortura! Tortura! É justo uma representante do sexo feminino malhar este boneco machista!
 
O filme é projetado na plateia vazia. Nas suas imagens, queima-se o boneco de Nelson. queimam-se livros. O filme também mostra a queima de livros nazistas. “Há um letreiro sobre a plateia: “Quando esta plateia, vazia, for preenchida de vossa poesia, não precisaremos mais mostrar filmes como este. Os projetados na tela são inofensivos. Já os projetados na mente preenchem um vazio perigoso quando há ausência de poesia: resto e’ silencio ou consequência.”
 
O contexto da função teatral guiará o final, inexistente, onde se incentiva a ação de gritar as próprias insatisfações
 
Mauricio Paroni de Castro e Luísa Renaux.
 
(*) Reescritura da tradução do grego de Donaldo Schüler, edição L&PM Pocket.

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