Palco iluminado: Uma conquista e uma vitória

Publicado em: 27/07/2010

Foram 60 refletores comandados por uma equipe de 10 aprendizes do Curso de Iluminação da SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco, que criaram, por meio de efeitos de luz e cor, o clima da montagem de “Morte e Vida Severina”, encenada por mais de 40 atores, integrantes da Oficina de Teatro Brasileiro da Oficina Cultural Amácio Mazzaropi.

Com direção geral de Móises Miastkwosky, a adaptação do espetáculo de João Cabral de Melo Neto teve como foco o regionalismo e sua importância na busca de uma identidade estética e dramatúrgica. Por meio dessas motivações, a montagem foi desenvolvida por um coletivo de jovens artistas, entre os dias 24 e 26 de julho na Oficina Cultural no Bairro do Brás, que, também, é sede provisória da SP Escola de Teatro.
 

A atriz Letícia Yumi Benetti da Silva relatou que ficou impressionada com a produção dos aprendizes. “Foi a primeira vez que participei de uma grande montagem, e só via o aprimoramento da luz a cada espetáculo. A iluminação foi de arrasar”, revela.

Cida Almeida, coordenadora da Oficina Amácio Mazzaropi, revelou que unir o trabalho de alunos da Oficina com aprendizes da SP Escola era um desejo antigo. “A luz foi linda! Achei perfeita a interação entre os 48 atores e a equipe técnica.”

O público também aprovou. “Achei que a luz trouxe visibilidade para a expressão dos artistas, adorei”, diz Luci de Oliveira Alves. José Renato, que foi assistir ao trabalho de duas colegas, considerou que as cores foram um diferencial na iluminação “não sou especialista, mas percebi que as tonalidades de amarelo e azul ficaram ótimas, deixaram a montagem elaborada”, afirma.

 

Arnaldo Santini, Caca Tosta, Celso Linck, David Felipe, Igor Oliveira, Ivan Santos, Joy Ribeiro, Luana Belem, Marcel Masson e Marcelo Bello, foram os aprendizes que trouxeram luzes e cor para “Morte e Vida Severina”. “O primeiro critério para participar da equipe de iluminação foi ser, entre os colegas, o menos experiente. A ideia foi colocar em prática, num período mais longo que o Experimento, tudo o que aprendemos durante o semestre no curso”, afirma Marcel Masson.

Marcel e David, ao verem os ensaios para o espetáculo, se interessaram pelo projeto e, juntos, deram o primeiro passo para estabelecer parceria com o grupo. “Nós vimos os ensaios, procuramos o Móises e oferecemos a parceria. Ele topou na hora”, afirma David.

Segundo os aprendizes, foram de três semanas de trabalho na elaboração do mapa de iluminação e seleção de equipamentos.  E, apesar de sempre parecer difícil, eles não desistiram do desafio de iluminar o espetáculo. “Nós levantamos a iluminação e afinamos a luz em um dia. Depois, cobrimos o equipamento com lona e tudo perdeu os ajustes. Tivemos que refazer o trabalho a cada dia.” A aprendiz Joyce Ribeiro, no apagar da luzes, revelou que a experiência foi um misto de alivio e surpresa, “Cada refletor que acendia era um vitória.”

Os aprendizes montaram um blog para relatar as experiências na montagem e também, possuem o twitter @_sigaaluz para contar o seu cotidiano. Para saber mais basta acessar: www.experimentoluz.blogspot.com

Texto e Fotos: Renata Forato