Os Passos de Quem Quer Chegar Lá

Publicado em: 14/07/2011

“Eu vim com a mala vazia, tudo o que me é oferecido, me enriquece. Eu vim em busca de conhecimento e formação e isso eu encontrei. Estou satisfeita!”, diz Conceni Paulina, aprendiz de Humor, que veio do interior para estudar na SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco.

 

Nascida em Suzano, cresceu na casa de sua avó à base de boa comida e muitas brincadeiras. A igreja também era um ambiente frequente em sua infância. Apesar de não ter tido irmãos, ela e seus primos enchiam a casa de alegria e farra.

 

Conceni diz que sempre gostou de ir à escola, mas era evidente sua preferência pelas aulas de artes e história. Ela lembra que, ainda criança, assistia ao programa “Contos de Fada”, transmitido na TV Cultura, e gastava horas tentando imitar as personagens. Aos 12 anos, já dizia para todo mundo que, quando crescesse, seria atriz.

 

Dois anos depois, mudou de escola e, no novo colégio, tinha diversas aulas relacionadas à arte: bordado, pintura, música, dança e teatro. Daí por diante, a coxia passou a ser seu mundo e ela decidiu nunca mais abandoná-lo.

 

A aprendiz fez todos os cursos de teatro existentes no local onde morava. Quando as fontes se esgotaram, descobriu as Oficinas Culturais do Estado de São Paulo. Lá, se inscreveu para o teatro do oprimido, teatro gestual, maquiagem teatral, interpretação e clown. Até pela Escola Livre de Teatro, em Santo André, Conceni fez uma breve passagem.

 

Depois de um tempo, porém, as oficinas não lhe bastavam mais e, assim, veio a vontade de estudar na SP Escola de Teatro. “Eu precisava (preciso) de formação. Teatro é sério, é profissão.” A questão financeira também pesou na hora da escolha. O fato de os cursos serem gratuitos era outro grande atrativo.

 

Logo que conheceu a SP Escola de Teatro se encantou com o curso de Humor, que sempre foi muito presente em seus trabalhos e pesquisas anteriores. Ao passar pelo Processo Seletivo ficou tão feliz e surpresa que, na hora que viu seu nome na lista, deu um grito que fez subir a pressão de seu avô. “Mesmo quase matando meu avô de susto, eu continuei feliz.”

 

A partir daquele momento, sua vida mudou completamente e, a seu ver, foi a melhor coisa que já lhe aconteceu. Para ela, a opção de estudar na SP Escola de Teatro lhe confere maior credibilidade. “Hoje ouço menos que estou ‘brincando de fazer teatro’.”

 

Para finalizar, Conceni evidencia o quanto gosta da troca de experiências com outros cursos – tanto nos Territórios Culturais quanto nos Experimentos – e dos profissionais que frequentam a Escola. “O mais legal é que eles não se restringem a passar seus conhecimentos teóricos; transmitem, também, sua vivência na área e isso é o mais importante para mim.”  

 

 

Veja a história de outros aprendizes que vieram de longe pelo amor ao teatro:

 

 

 

Cris Oliveira – https://spescoladeteatro.org.br/noticias/ver.php?id=1062

Benedito Ferreira – https://spescoladeteatro.org.br/noticias/ver.php?id=1072

Durval Mantovaninni – https://spescoladeteatro.org.br/noticias/ver.php?id=1076

Mariana Batista – https://spescoladeteatro.org.br/noticias/ver.php?id=1081

William Alves – https://spescoladeteatro.org.br/noticias/ver.php?id=1087

Guilherme Guedes – https://spescoladeteatro.org.br/noticias/ver.php?id=1091