Oficina sobre pesquisa do corpo performático e a cena contemporânea

Publicado em: 09/03/2015

A oficina “O corpo impossível: processos performáticos na cena contemporânea”, será baseada na linha de pesquisa que relaciona o corpo performático à cena contemporânea, buscando uma presença cênica como mobilização de energia afetiva, política e artística, e como produção de imagens corporais a partir de processos performativos.

A oficina objetiva ainda: preparação de corpo/voz; consciência espacial; breve histórico da performance como linguagem (body art/live art/performance art/spoken word); e uma apresentação final.

Como o corpo é experienciado na cena contemporânea? Quais as relações entre a cena performática e a body art? Como se apropriar dos dispositivos da performance para gerar metamorfoses visuais do corpo em cena? Quando o corpo deixa de ser um simples instrumento de uma linguagem e passa a ser a própria linguagem? Estas serão algumas das proposições teóricas e práticas incitadas pela oficina.

A partir da ideia de “corpo impossível”, pretende-se desenvolver conjuntamente com os participantes obras/cenas individuais e/ou coletivas que inspirem novas poéticas do corpo, disparando processos de criação. Como integrantes do Laboratório de Práticas Performativas da Universidade de São Paulo, Biagio Pecorelli e Hugo Cabral, ambos pesquisadores do Programa de Pós-graduação em Artes Cênicas da ECA/USP, compartilharão pedagogicamente nesta oficina os processos de composição utilizados com o elenco durante os ensaios para a montagem de “Aquilo que me arrancaram foi a única coisa que me restou”.

 

Biagio Pecorelli é poeta, ator e pesquisador do Programa de Pós-graduação em Artes Cênicas da ECA/USP. Realizou em Recife/PE diversas performances, intervenções urbanas e espetáculos entre os anos de 2007 e 2012. Em São Paulo desde 2010, foi atuador do Teat(r)o Oficina em “Macumba Antropófaga” e “Acordes”, com direção de José Celso Martinez Corrêa. Integrou ainda por três anos o grupo “Desvio Coletivo”, com o qual realizou em 2013, sob direção do Prof. Marcos Bulhões (USP), o espetáculo performático “Pulsão”. Em março de 2014, foi poeta convidado da programação da “27ª Semaine de la poésie”, na cidade de Clemont-Ferrand, na França. Lançou em novembro, na Balada Literária de São Paulo, seu primeiro livro: “Vários Ovários” (Edith, 52p.). Atualmente, dirige o coletivo A Motosserra Perfumada em seu primeiro espetáculo performático, “Aquilo que me arrancaram foi a única coisa que me restou”, que tem estréia prevista para maio de 2015, em São Paulo.

Hugo Cabral é integrante do Teatro do Concreto desde 2006. Tem interesse na pesquisa e criação da visualidade dos espetáculos cênicos e por isso busca aprofundamentos em estudos de cenografia, figurino, arquitetura teatral e outras possibilidades de espaços para a cena. De fevereiro de 2011 a dezembro de 2012, estudou Cenografia e Figurino na SP Escola de Teatro. Trabalhou com o grupo como ator do espetáculo “Chegança” e da leitura dramática “Inútil Canto, Inútil Pranto pelos Anjos Caídos” e como assistente de produção dos espetáculos “Diário do Maldito” e “Borboletas Têm Vida Curta”, além de assinar o figurino deste último. É graduado em Artes Cênicas pela Universidade de Brasília (UnB) e pesquisador do Programa de Pós-graduação em Artes Cênicas da ECA/USP. Estudou Cenografia na Universidad del Salvador, em Buenos Aires, Argentina (2008). Participa ainda do coletivo A Motosserra Perfumada.

Serviço

Quando: De 23 a 27 de Março, das 14h30 às 18h30
Onde: SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt
Praça Roosevelt, 210 – Centro
Tel: (11) 3775-8600

Inscrições: currículo com foto para amotosserraperfumada@gmail.com até 15 de Março.

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