EN | ES

O som que vem de perto

Publicado em: 30/06/2010

Munidos de equipamentos para captação sonora, aprendizes do Curso de Sonoplastia da SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco gravaram, na quarta-feira, 23 de junho, som de carros, motos, ambulantes e transeuntes que trafegavam pela movimentada Avenida Rangel Pestana, localizada no Brás. 

“O objetivo é conseguir distinguir no todo, sons individuais e separar cada um deles para usá-los em uma peça de teatro, por exemplo”, revela Raul Teixeira, coordenador do Curso de Sonoplastia.
Foram usadas diferentes técnicas, posicionamentos e perspectivas para a captação sonora. A turma foi dividida em dois grupos, uma parte utilizou um microfone estéreo que tem como função principal a gravação de dois canais ao mesmo tempo, produzindo um efeito de deslocamento do som. Ao mesmo tempo, outra parte dos alunos foi para a rua com um microfone direcional, que rejeita o som lateral e capta detalhes mais diretos e específicos.
“Cada Avenida contém suas características. A Radial Leste, por exemplo, é mais aberta, sem muitos prédios ao redor, além de possuir um trânsito com maior circulação de motos. Cada lugar tem a sua particularidade sonora”, afirma Martin Eikmeier, formador do Curso de Sonoplastia.
Alguns pormenores que passam despercebidos para quem caminha no local também foram observados com o equipamento. “Na gravação, ouvimos detalhes que não havíamos percebido como o som de uma bicicleta, as freadas dos veículos automotores, um homem recolhendo entulho do outro lado da calçada, entre outros”, disse Fabrício Cardial, aprendiz de Sonoplastia.
VOCÊ LIGOU PARA A SP ESCOLA DE TEATRO
“Você ligou para a SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco. Digite o ramal desejado, ou aguarde para ser atendido”, informa a gravação do atendimento eletrônico do sistema de telefonia da Escola realizado pelos aprendizes de Sonoplastia.
Juliana Calderon, aluna do Curso de Humor, gravou o texto em português e inglês e os alunos do curso de Sonoplastia produziram três fundos musicais. Bruno Boaro, aluno de Sonoplastia, explica como foi o processo. “Realizamos uma gravação com instrumentos musicais ao vivo. Outro grupo preferiu utilizar somente sons eletrônicos. Foi um exercício prático interessante, pois cada equipe fez um trabalho com características distintas.”