O Recomeço

Publicado em: 22/02/2011

Num dia de sol, sob os olhares de coordenadores e formadores dos Cursos Regulares, a SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco deu início às atividades letivas de 2011.
 

Os aprendizes, sentados no pátio, ouviram o diretor executivo da Instituição, Ivam Cabral, acompanhado da mascote da Escola, Cacilda, dar as boas-vindas. Em seguida, foi a vez do coordenador pedagógico, Joaquim Gama, fazer os cumprimentos.
 

Às 9h15 teve início a aula magna com o diretor e ator Enrique Diaz, da Cia. Dos Atores, que falou da relação entre direção e atuação, da importância de uma Instituição nos moldes da SP Escola de Teatro, além da posição privilegiada de fazer artes cênicas. “Gosto deste trabalho com o diálogo. O teatro deve ser levado como algo diferente. Não se pode fazer mais do mesmo sem motivo”, diz Diaz.
 

Para o diretor, a forma de trabalho da Escola faz a diferença. “Vejo na SP Escola de Teatro uma possibilidade muito boa de equilibrar uma ideia de estrutura, andamento e técnica com a criação, porque sai do modelo mais autoritário, herança do período militar que a gente ainda tem muito introjetado, para a possibilidade de diálogo, sem diminuir o espaço das necessidades técnicas. Agora, tem que saber aproveitar.”
 

Pelos corredores da Escola, aprendizes cheios de expectativas reencontraram amigos e conheceram novas pessoas. “Tudo isso, para mim, significa reencontros e recomeço. Tenho afeto pelas pessoas daqui. Passamos várias experiências juntos. É um conforto estar aqui”, revela José Alessandro, aprendiz do curso de Atuação.
 

Para os recém-chegados, a SP Escola de Teatro apresenta uma nova etapa na vida. “É uma coisa nova. Espero, honestamente, aprender muito aqui”, diz Rodrigo Marques que fará o curso de Sonoplastia.
 

Com um discurso bem parecido, Gustavo de Souza fala em colaboração mútua. “Criei uma expectativa muito grande. Quero, além de desenvolver minha criatividade, somar para a Escola, pois sei que ela somará para mim.”
 

Entre os veteranos, há aqueles que creditam à SP Escola de Teatro a possibilidade de evolução. “Quero mudança na minha vida, evoluir. No ano passado, o primeiro semestre foi lindo, mas no segundo, por problemas pessoais, as coisas não se encaixaram. A palavra de 2011 é mudança”, revela Gabriel Granado, do curso de Humor.
 

Para todos os aprendizes, veteranos e recém-chegados, 2011 é um desafio que está só começando. “Fazendo uma analogia, 2011 me lembra os 11 jogadores de futebol. E futebol lembra jogo e o teatro, na verdade, é um jogo, pois envolve vibração, defesa e ataque. É o que faz o teatro e o jogo acontecerem”, conclui Fernanda Lopes, aprendiz do curso de Atuação.