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O primeiro dos 200 Artistas-Aprendizes

Publicado em: 01/01/2010

Com o desejo de ser o primeiro artista-aprendiz a se matricular nos cursos regulares da SP Escola de Teatro, Adalberto Lima, que passou no curso de Direção, acordou mais cedo e chegou com uma hora de antecedência para o início das matrículas, marcada para as 10h, do dia 2 de fevereiro. O resultado dos 200 artistas-aprendizes aprovados foi divulgado de forma inovadora na segunda-feira, 1º de Fevereiro, no site da Escola, com fotografias e perfis biográficos diferenciados de cada um dos candidatos aprovados, revelando, por exemplo, os sonhos de criança, prato favorito, lugar escolhido para viajar, preferência de lazer nas horas vagas, o que menos gosta de fazer, entre outras características.

Para Ivam Cabral, Diretor Artístico da SP Escolas de Teatro, a lista dos aprovados ilustra bem o perfil humano que a Escola oferece. “Não queríamos uma lista só com o nome dos aprovados, mas algo que surpreendesse. E foi o que aconteceu”, afirmou.

Quando Adalberto viu pela a internet a sua fotografia na lista dos aprovados, ficou tão emocionado que chorou. “Estava na casa de um amigo meu quando acessei o resultado. Fiquei muito emocionado. Queria passar, tinha esperança, mas se não fosse aprovado, iria entender, pois os candidatos eram muito bons”, disse. “O impacto da divulgação dos aprovados foi tamanho, que outro candidato me contou que berrou dentro da lan house e quase foi expulso do lugar”.

DIREÇÃO

Há dois anos, Adalberto ouviu falar que uma nova Escola de teatro seria inaugurada em São Paulo. A primeira coisa que fez foi pesquisar para saber se haveria cursos de Direção. “Desde então, fiquei ansioso, tanto que fiz minha inscrição no primeiro dia para o processo seletivo”, conta.

Fotógrafo de profissão, Adalberto acompanha de perto os principais grupos teatrais do País, registrando o processo de criação de companhias como o Galpão, Teatro Lume, Caixa de Imagem, CPT/Macunaíma, Grupo XIX, Cia. Circo Branco e Folias D’Arte. “Sou extremamente grato a esses grupos que foram responsáveis pela minha formação e encantamento teatral. Além de serem mestres a amigos de vivência teatral”, afirmou.

Natural de Mirante do Paranapanema, interior de São Paulo, Adalberto adorava ir ao circo com a família. Mas quando assistiu ao primeiro espetáculo de sua vida, “Guerras do Alecrim e Manjerona”, de Antonio José da Silva, com 15 anos de idade, descobriu a paixão que o acompanharia no restante de sua vida, levando-o para São Paulo no início dos anos 80: o teatro. “A encenação dessa primeira peça que assisti podia ser muito ruim nos dias de hoje, mas na época foi uma das experiências mais incríveis que o teatro me proporcionou e que carrego comigo até hoje”, conclui.