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O Papel da Voz na Atuação

Publicado em: 16/09/2011 |

Uma aula de canto coral, ministrada pelo regente, arranjador, instrumentista e cantor Roberto Anzai, ontem (14),  trouxe ritmo e harmonia para os aprendizes de Humor da SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco.

 

Levando em consideração que o exercício de voz não é recomendado só para quem canta e a preparação vocal é um dos elementos responsáveis pelo bom desempenho em cena, para iniciar a aula, Anzai ensinou algumas técnicas de respiração.“Todos nós calculamos a quantidade de ar que entra e sai de nosso corpo. Se formos falar uma frase grande, por exemplo, temos que liberar ar suficiente para chegar até o fim dela. Claro, fazemos isso automaticamente, mas quando se canta, deve-se controlar muito bem a respiração para não perdermos o fôlego”, disse o convidado já organizando todos em um grande círculo.

 

A partir daí, a sala se transformou em um verdadeiro coro, com todas as vozes juntas e em sintonia, de acordo com trechos de músicas que Anzai sugeria. Entre elas, um baião cujo refrão era:  “Esse baião que eu inventei pra ninar, O meu amor num berço feito de raios de luar. Baião é de ninar, baião é de ninar”. A canção foi repetida diversas vezes, em vários tons, para que, segundo Anzai, os aprendizes conseguissem alcançar suas notas mais agudas.

 

A formadora Dani Biancardi participou de todas as práticas e, enquanto cantava, ensaiou uma tímida coreografia. “Gente, estou me sentindo em um programa de TV!”, brincou.

 

Entre os exercícios, uma dica: o poder da maçã. “Como vocês já devem saber, essa fruta, além de fortalecer o maxilar, afina a saliva, porque é adstringente. Isso é fundamental para quem usa a voz como instrumento de trabalho.”

 

Além do líquido, o música comentou sobre “o poder da maçã”. “Como vocês já devem saber, essa fruta, além de fortalecer o maxilar, afina a saliva, porque é adstringente. Isso é fundamental para quem usa a voz como instrumento de trabalho.”

 

No final da aula, durante um bate-papo sobre a carreira de ator, Anzai comparou as profissões a um estilo de vida. “Vocês não querem ser atores? Então, profissão é igual adotar uma filosofia ou seguir uma religião, você precisa saber o que pode ou não fazer. Por exemplo, eu, enquanto cantor, sei que não posso sair berrando por aí, tomar água muito gelada, nem pegar friagem. Essas coisas fazem parte.”

 

 

Sua Trajetória

Roberto Anzai é formado em Música com habilitação em composição e regência e é Mestre em Musicologia Histórica, ambos pela Universidade Estadual Paulista (Unesp).

 

No Teatro-Escola Célia Helena, Anzai trabalha como diretor musical em diversos espetáculos, além de ministrar aulas de canto coral e expressão vocal. Atualmente, é, também, professor na Faculdade Integral Cantareira, onde ministra, desde 2005, a disciplina canto coral.

 

Entre suas produções artísticas, pode-se citar o trabalho de sonoplastia que fez para as montagens “A Casa do Sol” (1998), de Solange Dias; “Ópera do Malandro” (2005), de Chico Buarque; “Bodas de Sangue” (2005), de Frederico Garcia Lorca; e “Os Dois Cavalheiros de Verona” (2007), de William Shakespeare.

 

 

Texto: Jéssika Lopes