O livro do mês | Agosto

Publicado em: 01/08/2013

Por Mauricio Paroni de Castro*, especial para o portal da SP Escola de Teatro

Para conhecer a história recente do teatro brasileiro. A simples leitura da biografia “Ziembinski e o teatro brasileiro” (Editora Hucitec, 517 págs.), de Yan Michalski, oferece um extensíssimo panorama dos principais acontecimentos de 1930 a 1980 e seus fundamentais reflexos na cena brasileira. Tudo através da perspectiva biográfica deste grande diretor que cruzou seus caminhos com os maiores mitos de nosso teatro, das perseguições nazistas na sua Polônia natal, de Cacilda, das telenovelas da década de 1970, do teleteatro de 1960, do período pré e pós-1964, do trabalho do palco e fora dele, da revolução da direção, da época em que se amaldiçoou Nelson Rodrigues.

O drama faz parte do DNA deste livro. “Jan Majzner Michalski, ensaísta polaco-brasileiro, teve o nome ‘Yan Michalski’ forjado pela família para dar-lhe fuga em um navio, depois que os pais foram sequestrados pelo regime nazista.

Chegou ao Rio de Janeiro aos doze anos. Em uma de suas primeiras atividades, participa do curso de teatro de O Tablado, iniciando suas primeiras experiências como ator e diretor teatral. É da primeira turma da Fundação Brasileira de Teatro (FBT), formando-se em direção teatral em 1958. Adolfo Celi, Gianni Ratto e Zbigniew Ziembinski foram seus professores.

Entre 1963 e 1982, assume a coluna de teatro do Jornal do Brasil, tornando-se um dos grandes críticos cariocas, referência para toda a produção do período.” (*)

Para se ter uma ideia da leitura:

“Yan trabalhou por cinco anos nesse projeto, coletou documentos e informações em diferentes cidades, do Brasil e da Polônia, e realizou inúmeras entrevistas. Usou também as informações contidas em três fitas cassete deixadas por Ziembinski, que, a partir delas, pensava em redigir suas memórias. Ao fim do volume preparado por Yan, consta a transcrição das fitas, além das fichas técnicas dos 94 espetáculos brasileiros dos quais Ziembinski participou, como diretor ou ator.” (**)

O livro já está disponível em nossa biblioteca! Boa leitura!

Fontes:
(*) Yan Michalski
 
(**) Memórias de Yan

Fátima Saadi – Palestra de abertura do 1º Encontro Questão de Crítica

*Mauricio Paroni de Castro é coordenador projeto “Chá e Cadernos”, na SP Escola de Teatro