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O café nosso de cada dia

Publicado em: 07/04/2010

Faça chuva ou faça sol, Nara de Fátima, aprendiz do curso de Direção, levanta da cama mais cedo para chegar às 8h na SP Escola de Teatro, uma hora antes do início das aulas. O motivo? Ela é a responsável por deixar preparado o café da turma, feito na cozinha da Escola, para ser servido na hora do intervalo.
“Gosto do café feito em casa. O café expresso é muito forte e o café tradicional, que é vendido aqui na região, tem muito açúcar, não dá para sentir o gosto da bebida”, conta.
Natural de São Borja, no Rio Grande do Sul, Fátima só aprendeu a tomar café quando se mudou para São Paulo, há mais de 20 anos. “Antes, só tomava chimarrão”, lembra.
A ação voluntária da aluna conta com a adesão da turma. “Todos colaboram trazendo café e açúcar”, afirma Fátima. No intervalo, a bebida serve de pretexto para um encontro no corredor de entrada da Escola. “É o nosso motor. A gente se reúne para conversar e falar sobre a vida”, conta Felipe Marques, aluno do curso de Direção.
“Nesse frio, é a melhor maneira de nos aquecermos. O dia, dessa forma, fica muito mais gostoso”, conclui Renato Teixeira, aprendiz de Direção.

Texto: Lucas Arantes | Fotos: P. Silva | SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco | 07/04/2010