O Ator como Tradutor

Publicado em: 26/07/2010

Juliana Jardim, atriz e doutora em Teatro pela ECA/USP, participa do projeto Bate-Papo Online, na próxima quinta-feira, 29 de julho, às 16h, no site da SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco. Ela vai falar sobre o tema “Ator como Tradutor: Conversa sobre Alguma Escuta e Alguma Palavra”.

“O ator é sempre alguém que lida com o escutado (dito), o escrito (lido) e o pensado. As fontes de sua ação são capturadas pela via do que ele lê (o que alguém escreveu, seja ele ou outro), do que ele escuta (de alguém ou dele mesmo), do que ele pensa (lembra, inventa)”, explica Juliana. “Ele é sempre um tradutor dessas diferentes ‘línguas’, alguém que partilha com o outro esse seu lugar de mediador, uma espécie de traidor entre mundos. Não escapa da palavra.”

 

Para esse encontro, a atriz vai se basear no seu trabalho, na sua experiência fora dos espaços formais de aprendizagem e, também, pretende falar sobre os oito anos de convívio com o griot (artista, mediador, conselheiro, mestre da palavra) e ator Sotigui Kouyaté – companheiro do diretor teatral Peter Brook por 23 anos.

 

Saiba mais:
Juliana Jardim é atriz, professora de teatro, preparadora de atores, doutora em Teatro pela ECA/USP com a pesquisa “Vestígios do Dizer de Uma Escuta (Repouso e Deriva na Palavra)”.
Professora de Interpretação e Encenação da Universidade São Judas Tadeu (USJT). Premiada com o ProAC, em 2008, pela realização do projeto “Peça aos Poucos: Experiências de Repouso sobre o Texto ‘Tímon de Atenas’, de William Shakespeare”.
Coautora da pesquisa “Práticas do Ator: Anotações à Margem”, em parceria com Antonio Januzelli, a ser publicada em 2010.
Consultora de Teatro do programa “Diálogos e Reflexões com Educadores – Teatro” (CCBB, SP), durante 2007, do qual é coautora do material didático e coordenadora dos encontros.
Como atriz, atuou em o “Experimento D´o Acordo”, “Esperando Godot”, “Péricles”, “É o Fim do Mundo”, “Oração” e “Lactolove”, entre outras.
Participou dos estágios “Regras do Jogo”, de 2002 a 2006, e “A Palavra em Cena” (2003), cordenados por Sotigui Kouyaté, com quem viajou para a África (Mali e Burkina Faso), Em 2008, retornou ao continente africano, quando participou do Festival Yeleen, de contadores de histórias.

 

Texto: Renata Forato | Fotos: Acervo Pessoal