O Artista e Seus Projetos

Publicado em: 05/07/2011

Políticas públicas foi o tema da conversa entre o ator e diretor Alexandre Roit e aprendizes do curso de Direção da SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco. 

 

Durante o encontro, realizado na última sexta-feira (01/07), Roit abordou temas como modo de produção no teatro e de que forma o artista pode entender e utilizar questões do mundo corporativo em seus projetos. “Como você faz para superar os seus sentidos e ser mais sensível?”, indagou aos aprendizes. 

 

Com essa questão em mente, o ator passou a manhã em uma conversa para lá de criativa sobre fluxogramas e cronogramas e, sobretudo, organização. “Dediquem seu tempo ao pensamento, sem preconceitos. Divirtam-se. Usem tudo a seu favor. Pensar nunca é perda de tempo”, ensinou.

 

“A palestra foi super construtiva. Em um primeiro exercício, dividimos a sala em dois grupos que tinham o objetivo de organizar uma festa de formatura da Escola. Na sequência, conversamos sobre a complexidade de se elaborar um evento de sua pré até sua pós-produção”, revela André Martins Farias, aprendiz que participou do encontro.

 

Já para Antônia Matos, também aprendiz do curso, a experiência foi muito interessante do ponto de vista artístico. “Foi ótimo ver um jeito sensível de tratar a elaboração de projetos. Roit mostrou que não precisamos nos desesperar e nem pirar com tudo isso”, brincou.

 

Teatro, Circo e Projetos Culturais

 

Alexandre Roit iniciou sua carreira, em 1984, como ator do espetáculo “A Farsa de Inês Pereira”, de Gil Vicente, sob a direção de Maurício Paroni. Desde então, trabalha com artes cênicas e circenses e, de 1986 a 1991, atuou em espetáculos como “Sonho de Uma Noite de Verão”, “A Língua da Montanha” e “O Retábulo da Peste”. 

 

Desenvolveu seu aprendizado nas técnicas de laço e chicote, trapézio de vôos, palhaço e malabares no Circo Escola Picadeiro. Atuou em “Circo Mínimo”, de Rodrigo Matheus, que despertou seu interesse pela pesquisa da integração do circo e do teatro. Em 1991, deu início à pesquisa de linguagem que une o teatro de rua ao circo-teatro e, juntamente com Hugo Possolo e Raul Barretto,coordenador do curso de Humor da SP Escola de Teatro, fundou o “Parlapatões, Patifes & Paspalhões”, grupo que integrou durante 11 anos.

 

Recebeu, como integrante do coletivo, o Grande Prêmio da Crítica da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), pelo projeto “Vamos Comer o Piolin”, em homenagem ao palhaço Piolin. Após sua saída dos Parlapatões, trabalhou em parceria com a Cia. Le Plat Du Jour, no espetáculo “Insônia”, de Alexandra Golik com quem assina a direção e atuou.

 

Foi um dos organizadores do Encontro Brasileiro de Malabarismo, em São Paulo, que contou com a presença de mais de 250 profissionais de 12 países, reunidos no Centro Municipal de Campismo (Cemucam). Na sequência, estreou o espetáculo “Cenas Circenses”, no Festival Cultural de Barrio Antiguo, em Monterrey, no México. O espetáculo foi apresentado em três penitenciárias com o grupo Circodélico, com quem Roit trabalha até os dias de hoje.