Na Sonoplastia, Edézio Aragão une seu amor por música e teatro

Publicado em: 02/04/2018

Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução

JONAS LÍRIO

Foi por um cartaz na rua que o músico Edézio Aragão conheceu a SP Escola de Teatro. Natural de Aracaju, Sergipe, ele já dividia sua vida entre as duas capitais havia um tempo, mas sentia que seu lugar era em São Paulo. Quando decidiu entrar para o curso regular de Sonoplastia da Instituição, em 2015, ficou de vez. A decisão veio de uma necessidade interior do artista: queria unir a música, paixão antiga, ao teatro.

Em Sergipe, Edézio fazia parte da naurÊa, banda que juntava ritmos tradicionais do sertão nordestino, como o forró, o xote e o baião, a ritmos de várias partes do mundo, do reggaeton costariquenho ao R&B e Hip Hop. Foi com o grupo que ele chegou a fazer uma turnê pela Europa. Até que o convite de dois artistas circenses para que criasse a trilha de um de seus espetáculos mexeu com o músico.

“Sempre achei que uma coisa compensaria com a outra. Entender como pensar a trilha de um espetáculo ajudaria no meu trabalho artístico, um trabalho musical mais direcionado para o palco”, explica Edézio Aragão. “Para mim, é um jeito de estar no teatro de outra forma. Eu transito por esse ambiente pelo som, que traz uma camada incrível para o universo teatral.”

A experiência na SP Escola de Teatro não se resumiu apenas ao mergulho na teoria e prática do universo da sonoplastia. Logo o músico foi ganhando espaço no mercado de trabalho. “Conviver em grupo e trocar experiências foi muito importante para a minha formação”, conta Edézio. “Foi uma forma especial de chegar de vez em São Paulo”.

Em janeiro deste ano, Aragão foi técnico de som no espetáculo argentino “Fuerza Bruta”, que, apresentado em 360 graus, mistura música, dança, efeitos visuais e acrobacias. A complexidade do show foi um dos maiores desafios para o sonoplasta até aqui: “Eu recebia informações do stage manager, do responsável pela maquinaria e do diretor o tempo todo,” conta. “É muita coisa acontecendo simultaneamente, foi difícil, mas uma experiência incrível.”

Hoje, o artista faz parte do trio Gasta Sola, que junta o ritmo do forró a riffs do rock, e trabalha na turnê do ex-Titãs Paulo Miklos, mas o caminho mais musical não o afastou da sonoplastia do teatro. Ele também é um dos responsáveis pela criação da trilha sonora da peça “A Iminência da Morte das Plantas pelos Canhões de Guerra”, do coletivo Seiva Bruta, cuja estreia está prevista para maio, no Teatro de Contêiner, em São Paulo. E, para ele, a ligação com o teatro só fica mais forte: “Experienciar o tempo que o teatro exige, mergulhar de vez nele, é muito raro, eu não abro mão,” finaliza Edézio Aragão.

 




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