Morre o ator Jorge Dória, aos 92 anos

Publicado em: 06/11/2013

Morreu, na tarde desta quarta-feira (6), o ator Jorge Dória, aos 92 anos, vítima de após complicações cardiorrespiratórias e renais. Ele estava internado no Centro de Terapia Intensiva do Hospital Barra D´Or, na Barra da Tijuca, desde o dia 27 de setembro. O ator estava afastado dos palcos e da televisão desde 2005, quando sofreu um AVC (acidente vascular cerebral). Seu último trabalho foi no humorístico “Zorra total”, na Rede Globo.

 

Jorge Pires Ferreira, que adotou o nome artístico de Jorge Dória, nasceu na cidade do Rio de Janeiro, em 12 de dezembro do 1921. Iniciou seu trabalho de ator na companhia da atriz Eva Todor, onde permaneceu por cerca de dez anos. Em 1947, estreou no cinema, no filme “A mãe”,  de Theofilo de Barros Filho, mantendo uma presença constante em produções nacionais, fazendo parte de mais de 70 filmes, como “O assalto do trem pagador”; “O crime do sacopã”; “Asfalto selvagem”; “Procura-se uma rosa; “História de um crápula”; “O beijo”; “Paraíba, vida e morte de um bandido”; “O mundo alegre de Helô”; “Juventude e ternura”; “Viver e morrer”; “As duas faces da moeda”; “Minha namorada”; “Eu transo, ela transa”; “O pecado de Marta”; e “A dama do Cine Shanghai”. 

 

Na década de 1970, esteve presente em espetáculos ligeiros e comédias, como “Dr. Fausto da Silva”, de Paulo Pontes, em 1973, com direção de Flávio Rangel; “Plaza Suíte” (1970), de Neil Simon; “Chicago 1930” (1971), de Ben Hecht e Charles Mac Arthur; “Freud explica, explica” (1973), de João Bethencourt; “A gaiola das loucas” (1974), de Jean Poiret; “Sodoma, o último a sair apague a luz” (1978) e “O senhor é quem?” (1980), ambas de João Bethencourt, que também assinou a direção da maior parte das peças estreladas por ele. 

 

Nos anos 1980, foi a vez do diretor Domingos de Oliveira assinar a maioria de suas peças, como “Amor vagabundo (ou eternamente nunca)”, de Felipe Wagner, em 1982; “Escola de mulheres”, de Molière, em 1984; “A morte do caixeiro viajante”, de Arthur Miller, em 1986; e “Os prazeres da vida”, de Domingos de Oliveira, em 1987, entre outras. 

 

Em 1994, voltou aos palcos com uma nova montagem de “A gaiola das loucas”, dessa vez com direção de Jorge Fernando. E, em 1999, fez o personagem principal de “O avarento”, de Molière, com direção de João Bethencourt. 

 

Na televisão, além de participar de várias novelas e programas humorísticos, fez a personagem Lineu na primeira versão de “A grande família”, de 1972 a 1975, na Rede Globo.

 

 

Texto: Carlos Hee