Mimese como Forma de Expressão Artística

Publicado em: 05/05/2011

Os aprendizes do curso de Dramaturgia, que têm como formador Alessandro Toller, recebem Luiz Fernando Ramos, como formador convidado, durante o Experimento do Módulo Azul, para discutir o tema Mimese, Teatralidade e Teoria da Cena Contemporânea. 

 

Ramos é graduado em Jornalismo pela Cásper Líbero e em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP), tem Mestrado em Artes Cênicas e Doutorado em Literatura Brasileira, ambos realizados na USP. Atualmente, o dramaturgo é pesquisador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), coordenador do Grupo de Investigação do Desenvolvimento Espetacular (Gide) e, desde 2008, crítico teatral do jornal Folha de S. Paulo.

 

Mimese, do grego mimesis, é um dos assuntos abordados no Componente e significa imitação da realidade que, neste caso, é feita através da reprodução artística. Este conceito vem sido analisado por muitos estudiosos, desde os filósofos da Grécia Antiga, como Platão, Aristóteles e Pitágoras. Ramos conta que para Platão, mimese representa a imitação das “aparências”; para Aristóteles, das “essências do mundo”; e, para Pitágoras, o fenômeno mimético é a expressão dos “estados de alma”.

 

Além de citar os nomes dos filósofos gregos que principiaram esta discussão sobre mimese, Ramos faz, também, alusão ao teatro, no qual o assunto em questão se torna mais compreensível. Ele diz que a história representada nas peças combina “o pragmatismo do dramaturgo com o desejo realístico do público espectador”. Sendo assim, os espetáculos teatrais são representações da realidade através de um sentido prático revelado pelo autor.