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Matheus Tomé, estudante egresso de TP da SP Escola de Teatro, fala sobre seu trabalho no Teatro Municipal de São Paulo

Publicado em: 10/01/2023

Matheus Tomé é estudante egresso do curso técnico de Técnicas de Palco da SP Escola de Teatro e atualmente é contrarregra do Teatro Municipal de São Paulo.

O artista entrou no mundo do teatro quando ainda era criança, voltado para o lado mais artístico do palco. A primeira vez que teve contato com a parte técnica das artes cênicas foi quando iniciou seus estudos na SP e desde então tem se especializado mais nesse campo.

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Em entrevista concedida exclusivamente à comunicação da SP, Tomé conta sobre o papel fundamental da instituição de ensino ao conseguir o cargo no renomado teatro paulistano. Segundo ele, a Escola mostrou como o técnico e o artístico se relacionam e desenvolvem um projeto juntos, ao lidarem com os pensamentos distintos de cada um do grupo, e como isso é central para suas produções atuais.

Confira a entrevista:

Quando você optou por ir para a área técnica do teatro?

A SP Escola de Teatro foi o primeiro local em que eu tive um contato mais profundo com essa área técnica. Eu já vinha fazendo teatro desde os meus 10 anos de idade, nas áreas mais artísticas, não que a parte técnica não tenha muito do artístico, mas acontece um pouco dessa separação ainda: o técnico e o artista.

Por ser estudante egresso do curso de Técnicas de Palco da SP Escola de Teatro, para você qual é a importância dessa linha de estudo?

Buscando meu desenvolvimento pessoal nessa parte artística, a SP me proporcionou aprender, principalmente, na parte de pintura de arte, para aprofundar meu conhecimento, que eu já vinha adquirindo desde menor. Eu comecei no teatro de grupo, do bairro, na minha escola, e lá a gente acaba produzindo tudo, desde a parte cenográfica até os textos, a dramaturgia e o figurino, então o curso de Técnicas de Palco me deu esse aprofundamento. A gente aprende muito como enviar equipamentos para a marcenaria, serralheria e pintura.

Como você conseguiu entrar no Teatro Municipal de São Paulo?

Aqui dentro do Teatro Municipal de São Paulo eu trabalho como contrarregra há três anos. Eu vim parar aqui através de um estágio, oferecido pela SP. Um dos formadores da Escola, que dá aulas para a gente sobre maquinários cênicos, abre algumas vagas e oportunidades para os estudantes que têm interesse em desenvolver um conhecimento maior nessa parte e ir para o Teatro Municipal. Então eu fiz um pequeno período de estágio e depois de um tempo eu fui efetivado aqui na equipe da contrarregragem. Mas a gente acaba não só ficando fechado para essa área, como estamos sempre em contato com todas as áreas daqui do palco, de iluminação, sonoplastia, maquinário e montagem de orquestra, acabamos desenvolvendo um amplo leque de atividades aqui dentro.

Qual conselho você daria para quem quer entrar nesta área específica das artes do palco?

Para as pessoas que têm interesse em começar o curso, eu diria para elas terem bastante determinação, calma, paciência, saberem trabalhar em grupo, saberem que as pessoas vão pensar diferente de você o tempo todo e nem por isso você pode ficar enlouquecido. Isso é normal, isso é ótimo, isso faz a gente conseguir desenvolver e fazer coisas incríveis dentro do teatro. Acho que se todo mundo pensasse da mesma forma, a gente não ia sair do mesmo lugar, então para desenvolver, sempre temos que estar de braços abertos para abraçar cada ideia e cada maluquice, não ficar pensando “nossa o pessoal do artístico ou o pessoal da técnica não consegue desenvolver um projeto ou não consegue adaptar a ideia juntos”, porque faz parte do processo e a SP mostra muito isso para a gente. Você tem que começar a usar a cabeça junto com aquela galera que você acabou de conhecer e criar um projeto o melhor que conseguir durante aqueles seis meses.

 

 




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