Mãos iluminadas

Publicado em: 05/05/2010

Na etapa Experimento dos Cursos Regulares da SP Escola de Teatro, os aprendizes de Iluminação realizam as aulas de terça-feira no Teatro Aliança Francesa, Rua General Jardim, 182, no Centro de São Paulo. O objetivo é deixar os refletores do teatro preparados para iluminar os ensaios e as apresentações dos grupos formados por alunos de todos os cursos. E isso não é tarefa fácil.

“Acho que a tarefa mais difícil de um iluminador é encontrar a afinação da luz geral. É fácil deixar pontos do palco com penumbra. Organizar os refletores para que o ator fique iluminado em todos os pontos, requer bastante trabalho, atenção e alguns truques”, disse Guilherme Bonfanti, coordenador do curso de Iluminação.

Os alunos de todas as turmas foram divididos pelos coordenadores para criarem oito fragmentos de peças dramáticas e cômicas. Cada curso contribui com o seu conhecimento. O resultado do exercício será realizado nos dias 21 e 22 de Maio, no Teatro Aliança Francesa.

Os aprendizes de iluminação estão colocando a mão na massa para deixar tudo organizado. Primeiro, montaram os refletores no teatro. Agora, sobem e descem das escadas para afinar cada um, mudar a posição e o foco, colocar gelatinas coloridas e testar para saber se a distribuição de luz está correta. Na escuridão da platéia, lanternas são acesas pelos alunos, iluminando os cadernos para anotações pessoais sobre o processo de trabalho.

Na cabine de iluminação do teatro, a aprendiz Valéria Regina Lovato coordena o liga e desliga das luzes do palco. “Como o ponto de energia não comporta o número de refletores, tenho que distribuir os pontos conforme o foco solicitado”, afirma.

 “Sabendo como é o espaço cênico, levamos o conhecimento para o grupo, formado por alunos de todos os cursos, com o objetivo de sugerir a posição e a iluminação de cada cena”, finaliza o aprendiz de Iluminação Arnaldo Gonçalvez.