Lauro César Muniz: Um Homem de Teatro e TV

Publicado em: 10/04/2012

Escreveu peças teatrais antológicas ao longo de sua carreira. Conquistou os prêmios Associação Paulista de Críticos Teatrais (APCA) e Molière. Trabalhou com grandes nomes do teatro brasileiro, como Procópio Ferreira, Glória Menezes, Rosamaria Murtinho e Francisco Cuoco. 

 

Escreveu inúmeras novelas, tais como “Escalada” (1975), “O Casarão” (1976), “Espelho Mágico” (1977), “Roda de Fogo” (1985) e “Salvador da Pátria” (1989), além de minisséries como “Chiquinha Gonzaga” (1999), todas transmitidas pela Rede Globo. Na Record, assinou, em 2006, a autoria de “Cidadão Brasileiro” e, em 2010, “Poder Paralelo”. Atualmente, escreve a telenovela “Máscaras”, que estreia hoje (10), na mesma emissora. 

 

Esse é Lauro César Muniz que, além de dramaturgo, é membro do Conselho de Administração da Associação dos Artistas Amigos da Praça (Adaap), organização social de cultura que gere a SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco.

 

 

A Novela

 

Os diferentes modos de agir das pessoas em várias situações servem de mote para “Máscaras”. “Colocar uma máscara significa viver outra pessoa; é um símbolo de mudança de identidade”, explica Muniz. E completa: “Muitas pessoas estão escondidas atrás de máscaras. O nosso País está cheio de mascarados”.

 

A novela tem em seu elenco nomes como Bárbara Bruno, Bete Coelho, Cécil Thiré, Eliete Cigarini, Henri Pagnoncelli, Jonas Bloch, Jorge Pontual, Jussara Freire, Roberto Bontempo, Paloma Duarte, Raul Gazolla, Umberto Magnani, Miriam Freeland e Fernando Pavão, sendo os dois últimos os protagonistas da trama.

 

Ainda segundo o autor, a estrutura básica da novela pode ser comparada a um leque: sai de uma situação simples, um lugar-comum; depois, se abre e a história chega a um nível internacional. Marcada por triângulos amorosos, mistérios, humor e cenas policiais, a novela tem direção geral de Ignácio Coqueiro.

 

“Máscaras” traz não só um grande time de atores como, também, inovações nas filmagens, nos efeitos e na produção geral. Além disso, Muniz acredita e reconhece a importância da internet, prova disso é que a coletiva de imprensa foi transmitida, ao vivo, pelo portal R7.

 

“A internet veio introduzir uma forma diferente de leitura e temos que incorporá-la na teledramaturgia. Essa interatividade é possível. Ao invés de ler linha por linha, o telespectador pega flashes. O mundo adquiriu uma velocidade fantástica com a internet e nós temos que usar isso”, afirma o autor.

 

Para saber mais sobre a novela, bem como o que vai acontecer nos primeiros capítulos, clique aqui.

 

O Autor

 

Nascido em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, Lauro César Martins Amaral Muniz, ou apenas Lauro César Muniz, formou-se em Dramaturgia pela Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo (EAD/USP), em 1962. Já no ano seguinte, em sua estreia como autor, ganha o prêmio APCA, com a peça “O Santo Milagroso”, encenada por Walmor Chagas.

 

Escreve ainda “A Infidelidade ao Alcance de Todos” (1967), “Este Ovo É um Galo” (1968), “O Líder” (1968), “A Comédia Atômica” (1969), “Sinal de Vida” (1972) – que lhe confere o prêmio Molière – e “A Corrente” (1981).

 

Em 1985, assina a autoria de “Direita, Volver!”, dirigida por Emilio Di Biasi. Volta a escrever para teatro em 1991, com a peça “Luar em Branco e Preto”. Em 2010, Muniz participou da Satyrianas, no Dramamix, com o texto “19 Centímetros”, encenada por Bárbara Buno.

 

 
 
Texto: Jéssika Lopes