Ivam Cabral por Darson Ribeiro

Publicado em: 27/03/2012

Conheci Ivam, “com m”, usando ainda calça de tergal e camisa de lese. Ele, já mais moderninho, me cativou pelas vontades cênicas. Que eram muitas. Numa turma grande, de quase 30, se destacava pelas iniciativas. Ora muito producentes, outras nem tanto, mas, ainda assim, ávido pelo teatro. Nunca o vi longe dele, e, hoje, me orgulho de ter sido parceiro de classe. E de vida. Vivemos aventuras, desventuras, esperanças e desgraças. Dividimos pastel ao invés de almoço, e até churrasquinho grego pra economizar o jantar.

 

Hoje, dividimos a glória. Sim, a glória. Porque desbravar o mundo por e pelo teatro é pra poucos. E isso é pra ele. Se hoje me sinto pleno e feliz em escrever algo em sua homenagem é porque me sinto, também, homenageado por ele, nos esforços em prol dessa arte tão exageradamente única. De uma arte tão exageradamente solitária (paradoxo?). Uma arte que, na voz dele, torna-se louca. Uma loucura que contagia e faz. Que luta e permanece.

 

 

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