Inscrições Abertas para o I Encontro de Sonoplastia – O Som como Elemento Narrativo no Teatro

Publicado em: 08/11/2010

O I Encontro de Sonoplastia da SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco, idealizado por Raul Teixeira, coordenador do curso de Sonoplastia, promete “causar barulho” e agitar a comunidade teatral, no sábado, 13 de novembro, na sede provisória da SP Escola de Teatro, das 8h30 às 17h30.
 
 
Confira a programação e os currículos dos convidados. E se você gosta e se interessa pelo assunto, participe. O evento é aberto ao público e gratuito, basta se inscrever aqui, até 18h de sexta-feira (12).
 
 
 
 
 
 
 
 
I Encontro de Sonoplastia – O Som como Elemento Narrativo no Teatro
 
8h30 – 9h
Welcome Coffee


 
9h – 10h30 Primeira Mesa 
 
 
Definição dos termos: Sonoplasta, Designer Sonoro, Diretor Musical, Perspectiva Histórica da Sonoplastia
Mediação: Raul Teixeira
 
 
Além de coordenar o curso de Sonoplastia da SP Escola de Teatro, Raul Teixeira foi realizador das trilhas sonoras do grupo Macunaíma – CPT (Centro de Pesquisa Teatral), sob a direção de Antunes Filho, durante os últimos 20 anos. No mesmo período, também respondeu pela técnica de som de consagrados espetáculos, trabalhando com renomados diretores e atores de teatro, como Fernanda Montenegro, Paulo Autran, Marco Nanini e Jorge Takla. Em 1996 e 1997, coordenou o primeiro curso de “Designer Sonoro – Sonoplastia para Teatro”, no Centro de Pesquisa Teatral (CPT/Sesc). É diretor artístico do Teatro do Colégio Santa Cruz e foi responsável pela implantação dos recursos audiovisuais de espaços culturais, como o Teatro Anhembi-Morumbi, o Teatro Ópera de Ponta Grossa e dos 21 CEU’s (Centro Educacional Unificado) da Prefeitura de São Paulo.
 
 
O Som: Definições e Conceitos
Particularidades do Discurso Sonoro
Mediação: Eduardo Queiróz
 
 
Eduardo Queiróz é compositor, arranjador e trabalha com TV e cinema. No teatro, realizou trilhas sonoras nas peças “Oeste”, “Shopping and Fucking”, Senhor das Flores” e “A Grande Volta”, dirigidas por Marco Ricca; “Happy Hour”, “O Eclipse”, “A Cabra”, “As Favas com os Escrúpulos” e “Ricardo III”, ambos encenados por Jô Soares; “Drácula”, com o diretor Olayr Cohan; “Bruxo Pontocom”, encenada por Hugo Possolo; “Feliz Aniversário”, dirigido por Juliana Rosenthal; “A Guerra dos Mutans”, dirigidas por Angela Dip; “Três Versões da Vida”, com direção de Elias Andreatto; “Escândalo”, encenada por Lili Fonseca; “A Audiência” e “Traição”, com direção de Laerte Mello; “Replay”, dirigido por Gabriel Villela; “Hamlet”, encenada por Ulysses Cruz; “Fausto”, com direção de Roberto Lima; “King Lear-Robert”, dirigido por McCrea; “Blood Wedding”, com direção de Robert McCrea;  “O Céu Tem de Esperar”, dirigido por Paulo Autran e Cecil Thire; “Vereda da Salvação” e “Trono de Sangue Macbeth”, ambos com o diretor Antunes Filho e “ Juana”, encenado por Roberto Lima. Como produtor musical, é fundador da Anima Music. (http://www.animamusic.com.br). Criada em 1992, a Anima Music é especializada em criar e produzir trilha e conteúdo sonoro para projetos áudio visuais e de entretenimento. Em quase 20 anos, acumula prêmios e reconhecimento em centenas de projetos realizados no Brasil e no exterior. 
 
 
10h45 – 12h15 Segunda Mesa “Dramaturgia Sonora”
Abordagem Crítica do Texto Teatral para a Concepção de uma Trilha Sonora
Poéticas Sonoras e seus Vínculos com a Escuta Cotidiana.
Mediação: Martin Eikmeier e Rafaella Uhiara
 
 
Martin Eikmeier é músico e compositor. Além de formador do curso de Sonoplastia da SP Escola de Teatro, integra o Grupo de Pesquisa em Música Aplicada à Dramaturgia e ao Audiovisual, inscrito na Capes/São Paulo. Formado em Imagem e Som pela Universidade Federal de São Carlos, obteve o título de mestrado na Unicamp. Hoje é doutorando pela mesma universidade e trabalha com pesquisa sobre a formação da poética musical no cinema brasileiro, analisando o trabalho na trajetória do maestro Remo Usai. Em 2003, passa a integrar a Companhia do Latão como diretor musical e compositor. Além de participar do projeto de memória e reflexão teórica da Companhia do Latão, dirigiu a gravação do seu segundo CD, “Canções de Cena II”, e colaborou com produção de um artigo para o livro “Introdução ao Teatro Dialético”. Também trabalhou com uma série de projetos de ficção, documentário e animação. Seus trabalhos mais recentes são a música para o documentário “O Abraço Corporativo” e a música da animação “Dayane e Zéfiro”, premiada como melhor sonoplastia no Festival Locomotiva de Animação, em sua 4ª edição no ano de 2009, e melhor trilha sonora no Festcine Amazônia 2009.
 
 
Formada em Artes Cênicas com habilitação em Direção pela ECA/USP, em 2007, Rafaella Uhiara produziu seu trabalho de graduação “O Homem de Areia” sob a orientação de Felisberto Sabino da Costa. Atualmente, é mestranda no Departamento de Estudos Teatrais da Paris 3, Sorbonne Nouvelle, em Paris, com a orientação de Marie-Madeleine Mervant-Roux. Sua pesquisa tem por objetivo compreender como a dramaturgia contemporânea se comunica com o seu público. O caso estudado é o Théâtre du Radeau.  Rafaella também é encenadora do grupo Salle 16, em Paris, e sócia colaboradora Associação Brasileira de Pesquisa e Pós-Graduação em Artes Cênicas (Abrace). Foi diretora do projeto “Homem de Areia”, subsidiado pelo programa VAI da Secretaria de Cultura da Prefeitura Municipal de São Paulo, professora de teatro do grupo do CAVC, FEA/USP, jurada do III Festival de Teatro de Limeira, estagiária de encenação no Teatro da Vertigem, em São Paulo, e atriz na Companhia Estável de Teatro, da prefeitura de Piracicaba.
 
 
14h – 15h30 Terceira Mesa “Atualização Tecnológica: Processo e Objeto”
Mediação: Ricardo Severo
 
 
Ricardo Severo é compositor, tecladista, produtor musical e publicitário. Foi um dos pioneiros da música eletrônica no Brasil, tocando, entre os anos de 1985 e 1986, com a cantora gaúcha Annie Perec em diversas casas noturnas cariocas e paulistas, com sua banda composta somente por sintetizadores e bateria eletrônica. Tocou ainda com Adriana Calcanhotto, Bebeto Alves, Valéria Venturini e Joe Euthanázia, entre outros. Com esse último, gravou o disco “Cem Mil Dólares”, lançado pela Eldorado em 1989, onde fez os arranjos e direção musical, trazendo a house music para o Brasil. Desde 1987, já utilizava no palco e no estúdio um software de gravação MIDI multicanais. A partir de 1986, passa a compor trilhas para teatro, cinema, TV, vídeo, dança, moda, multimídia, internet e publicidade. Teve um texto seu encenado pela primeira vez em 1999, o musical “Caçadores de Aventuras”, destinado ao público infanto-juvenil. Em teatro, trabalhou compondo trilhas originais e realizando preparação vocal do elenco com os diretores Camilo de Lélis, Luciano Alabarse, Luís Henrique Palese, Arines Ibias, Dilmar Messias, Paulo Guerra, José Possi Neto, William Pereira, Luiz Arthur Nunes, Antonio Rocco, Imara Reis, Domingos Nunez e Maria Alice Vergueiro. Já realizou a trilha de pelo menos 50 montagens, entre textos adultos e infantis, clássicos ou inéditos, além da música-tema do festival de Teatro de Canela/RS, executada a partir de 1988. 
 
 
15h45 – 17h15 Quarta Mesa “Composição Sonora: do Conceito à Prática. Cases”
Mediação: Fabio Cintra
 
 
Fábio Cintra é regente coral, compositor e arranjador. É também professor de música no Departamento de Artes Cênicas da ECA/USP e curador da área de Música da Casa de Cultura e Cidadania da Eletropaulo AES-Tietê. Diretor musical do Grupo de Teatro da POLI/USP (GTP), apresentou-se em Praga (Festival Apostroph 2009) e Berlim (Universität der Künste). Autor de trilhas para espetáculos de Ulysses Cruz, Gabriel Villela, Carlos Alberto Sofredini. Atuou, ainda, em Portugal e Espanha. Foi regente dos corais Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), onde atuou também como gestor da área de Música, Faculdade Anhembi Morumbi, Colégio Santa Cruz e Colégio Equipe. Atuou por dez anos no Projeto Villa-Lobos, do INM-Funarte, em todo o Brasil. Foi regente convidado dos BBC Singers (coro da BBC de Londres). Desenvolve pesquisa sobre as relações entre teatro, musicalidade e educação musical, com ênfase na linguagem do coro cênico. Tem composições e gravações veiculadas na Europa e no Japão.
 
 
Serviço:
I Encontro de Sonoplastia – O Som como Elemento Narrativo no Teatro
Local: SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco
Data: 13 de novembro de 2010 das 8h30 às 17h30
Local: Av Rangel Pestana, 2.401 – Brás
Tel: 2292-7988
Site: www.spescoladeteatro.org.br