Humor em Dois Módulos

Publicado em: 24/08/2011

Nem só de piadas e gargalhadas vive o curso de Humor da SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco. Apesar de arrancar sorrisos de quem caminha pelos corredores da Instituição, os aprendizes levam a sério o começo do semestre e carregam muitas hipóteses sobre o trabalho que está por vir.

 

Prestes a conhecer o resultado do Edital do Módulo Vermelho, momento no qual serão revelados os projetos selecionados para montagem, o coordenador do curso, Raul Barretto, diz que os desafios para este semestre são muitos e já foram lançados. “Como o Módulo será conduzido, com projetos oriundos do próprio corpo discente? Como as escolhas serão feitas? E como será realizada a distribuição dos aprendizes e a condução de todos os projetos?”, elenca.

 

A formadora Dani Biancardi conta que, para um resultado positivo deste trabalho, aprendizes devem vivenciar tudo aquilo que já aprenderam na Escola. “Espero vê-los pulsantes, engajados em seus projetos e que lidem de forma sábia com as expectativas”, explica.

 

E o que pensam os aprendizes? Qual é o desafio para eles? Diego Gonçalves diz que, diante da demanda de autonomia do Módulo Vermelho, a disciplina e a ação coletiva serão os maiores provocadores. E, revela, ainda, o seu segredo para este semestre. “O êxito resulta de uma vontade extra de trabalhar e de estar aberto às propostas do grupo.”

 

E o Povo Brasileiro?

“Esqueçam a palavra ‘sucesso’” é a provocação que Barretto lança aos aprendizes de Humor do Módulo Amarelo. O coordenador crê, ainda, que o objeto de estudo desse Módulo, “Viva o Povo Brasileiro”, de João Ubaldo Ribeiro, irá estimular o prazer da leitura de todos os aprendizes. “Este livro pode ajudá-los a despertar para a riqueza e beleza de seu próprio povo”, completa.

 

O aprendiz André Gomes comenta que gosta e se espelha na forma de narrar do autor. “A obra é contada com riqueza de detalhes. Em minha prática artística, tento fazer igual”, revela.

 

Para que a proposta do estudo da narratividade seja seguida, o aprendiz sugere que cada aprendiz entre em contato com suas próprias histórias, como sonhos ou músicas que representem algo em seu cotidiano, trazendo-as para o trabalho prático, em sala de aula. 

 

Por fim, Gomes salienta o que considera ser a grande novidade do semestre. “Até então, não tínhamos trabalhado em cima de textos brasileiros. Vamos encarar, a partir de agora, o desafio de encontrar novos conceitos, dentre tantos que já estão incorporados em nós enquanto brasileiros, para colocar em prática”, conclui.

 

Texto: Jessika Lopes