Grupo Musicanoar faz residência na SP Escola de Teatro

Publicado em: 03/03/2015

“Entre Fluxos…Deslugares” é a residência do grupo Musicanoar, dirigido por Helena Bastos e Raul Rachou, que ocupará a SP Escola de Teatro – Centro das Artes do Palco, nos meses de março, abril e maio de 2015. Dada a natureza criativa e investigativa desse projeto, o grupo sinaliza que se inscreve com mais verticalidade no eixo Perfomatividade (Modulo Azul). Essa proposição conecta-se com o projeto de pesquisa continuada do grupo Musicanoar nomeado “Corpos Transversos” que foi contemplado pela XVI edição do programa fomento à dança 2014 da cidade de SP.

Nos últimos 22 anos o grupo vem trabalhando de forma sistemática no campo da dança, estabelecendo conexões entre o fazer/pensar arte contemporânea. Neste trajeto, alguns questionamentos apontam para a interdisciplinaridade das fronteiras entre linguagens na arte contemporânea. Estas reflexões ressaltam o caráter processual próprio da dança contemporânea, que se radicaliza em certas configurações cênicas. Aliás, muito se tem falado sobre contaminações entre a dança e a performance. Uma possível afirmação comum entre essas duas linguagens é a ausência de modelos dados a priori na conjuntura contemporânea.

“Entre fluxos…Deslugares” propõe um mergulho no estudo sobre espaço. Como o movimento da cidade interfere na cognição? Nesta relação o que é agir? O que é ação, o que é ato? Neste contexto, como a cidade ecoa em corpos que pensam dança?

Esculturas Breves

Durante a residência do grupo Musicanoar, haverá uma oficina com 45 aprendizes da SP Escola de Teatro para testar a relação entre corpo, cidade e seus afetos. Acontecerão enquanto composições urbanas na Praça Roosevelt. Existe o desejo do Musicanoar no processo de residência compartilhar com a cidade de São Paulo
experimentos cênicos na fronteira dança/performance.

O pensamento é elaborar ações performativas com o propósito de discutir as conexões entre “Corpo, Cidade e seus Afetos”.

Musicanoar

O Grupo Musicanoar foi fundado em 1992 e busca o crescimento e a consolidação de um trabalho artístico que incorpora uma pesquisa na linguagem contemporânea da dança e
se preocupa em dialogar de alguma maneira com o pensamento científico. Este pensamento confirma-se quando vemos que desde sua formação foram gerados vários trabalhos. Todos os espetáculos foram criados a partir da convivência com alguns pensamentos teóricos apresentados pelo programa de Comunicação e Semiótica da PUC/SP.

Nestes 19 anos de trabalho de criação coreográfica no Musicanoar, o entendimento sobre o papel do intérprete neste tipo de pensamento contemporâneo, ampliou-se. Neste
percurso, Helena Bastos e Raul Rachou verticalizam uma parceria na produção de pesquisa de linguagem contemporânea.

Na trajetória do Musicanoar destacam-se espetáculos como “A Dama de Bambuluá”, “Gordolinda”, “Sopa de Serpentes”, “Navegança”, “Buracos Brancos”, “Cães”, “Vapor”, entre outros.

Helena Bastos é coreógrafa e bailarina com atuação multidisciplinar. Concluiu o doutorado em Comunicação e Semiótica na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo em 2003. É professora na graduação e pós-graduação do Departamento de Artes Cênicas/CAC da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), tendo
sido eleita chefe do CAC por dois mandatos consecutivos (2011/2012 e 2013/2014). Em 1992, idealizou o Grupo Musicanoar, no qual atua sistematicamente, buscando integrar as experiências aí realizadas com as pesquisas que conduz na universidade.

Raul Rachou é intérprete-criador, com formação moderna e contemporânea. Trabalha com o Musicanoar desde 1993, participando de todas as produções desde então. Dirige
desde 1979, o Espaço de Dança Ruth Rachou. Nos últimos anos tem se dedicado a uma prática/investigativa do corpo a partir dos princípios de Joseph Pilates (1920),
desenvolvendo um trabalho enquanto docente neste campo desde 1996. Paralelo a estas atividades participa do Centro de Estudos de Dança, na PUC/SP, coordenado por Helena Katz.
 

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