Fim das aulas dos cursos de vídeo e danças urbanas

Publicado em: 11/07/2013

A sala escura permitia a quem entrava ver, além de silhuetas de algumas pessoas, um notebook ligado a um projetor, que iluminava a parede. Encostadas nela, quatro caixas de papelão, sobre as quais pairava a projeção, cada qual exibindo um vídeo diferente, compondo, dessa maneira, uma única proposta de instalação audiovisual.

 

Esse foi um dos trabalhos apresentados como conclusão do curso “Vídeo: linguagem múltipla”, promovido pelo setor de Extensão Cultural da SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco, que encerrou suas atividades hoje (11), na Sede Roosevelt da Instituição.

 

Orientado por Anna Turra, o curso tinha como objetivo apresentar o vídeo como linguagem múltipla, que pode ser empregada em relação-diálogo com outras linguagens artísticas: música, teatro, dança, design, artes visuais e arquitetura. 

 

“Por meio da sugestão de diferentes processos criativos, os aprendizes desenvolveram breves peças de imagem em movimento, fazendo uso de desenhos, fotos, recortes, câmeras de vídeo, projetores e outros. Obras pré-existentes em outras linguagens foram levadas às aulas para criações que dialogavam com outras artes, como textos e músicas/sons”, explica Anna, que é profissional em multimídias e desenvolve criações visuais estáticas ou em movimento, além de formada em Arquitetura e Urbanismo pela FAU/USP.

 

Na noite de ontem (10), foi a vez de o street dancer Frank Ejara ocupar uma das salas de ensaio do Teatro Sérgio Cardoso, na Bela Vista, para a aula final de “Danças urbanas”. Ali, desde fevereiro, a turma se reunia para encarar a história, os passos e estilos do locking, popping e breaking. 

 

E experiência Ejara tem de sobra: ele é street dancer desde os 11 anos. Em 1999, fundou a Cia. Discípulos do Ritmo, para a qual dirige, coreografa e produz. Há anos, Frank Ejara realiza profunda pesquisa sobre todos os elementos da cultura hip hop e, principalmente, no que diz respeito às danças urbanas. Também ministra workshops e faz parte de júris.

 

“Em São Paulo, não há muitos cursos de aperfeiçoamento voltados para as Danças Urbanas. Existe uma demanda de dançarinos que almejam essa oportunidade para expandir seus conhecimentos e, assim, melhorar seu desempenho profissional, podendo essa ação refletir em outros dançarinos de seu meio, sejam eles alunos ou de seus grupos artísticos”, observa Ejara sobre o curso.

 

 

Texto: Felipe Del