Emoção e talento artístico marcam abertura da 9ª SP TransVisão com colaboradoras da escola

Publicado em: 01/02/2021

Kimberly Luciana, Ingrid Oliveira, Marcia Dailyn e Brenda Oliver. Crédito da foto: Edson Lopes Jr.

Na última sexta-feira, 29, a sede da Praça Roosevelt da SP Escola de Teatro foi o palco da abertura da 9ª edição da SP TransVisão, iniciativa que celebra a diversidade e o respeito que a instituição tem com as pessoas trans.

Devido à pandemia, as performances artísticas de Marcia Dailyn, Ingrid Oliveira, Brenda Oliver e Kimberly Luciana, colaboradoras transexuais da escola, foram transmitidas pelas plataformas digitais, mas a emoção foi tanta que parecia que as estrelas estavam cara a cara com o público, que adorou a apresentação. O projeto tem a coordenação de Elen Londero, que acompanhou a transmissão do estúdio da SP e deu todo o apoio à equipe, e o espetáculo teve a direção artística de Gustavo Ferreira.

Logo no início, um vídeo tocante homenageou as vítimas transexuais da covid-19, e 1 minuto de silêncio em respeito a elas foi organizado pelas artistas.

Elen Londero coordena a apresentação das colaboradoras da SP Escola de Teatro. Crédito da foto: Edson Lopes Jr.

Depois, foi a vez do show. As 4 realizaram suas performances, cada uma a seu estilo. Kimberly dançou ao som de Born This Way, de Lady Gaga, Brenda interpretou Madonna em Live To Tell, Ingrid fez a escolha sensível de Balada da Gisberta, de Maria Bethânia, e Marcia nos levou aos cabarés franceses com Me Revoilá Paris, de Josephine Baker.

Conheça as personalidades convidadas da 9ª edição da SP TransVisão

Sempre é muito gratificante participar desta abertura. É uma forma de eu retribuir tudo de bom que a SP Escola é na minha vida, além de mostrar o meu lado artístico que tenho desde criança. Para a minha comunidade Trans essa é uma data muito importante, mas é importante não invisibilizar todas as nossas dificuldades perante a sociedade nos demais dias do ano. O glamour ficou no palco e a realidade de nossas vivências é no dia a dia, sigamos na luta! ”, pontuou Kimberly, ressaltando o tema de 2021: e Distanciamento Social: Uma Trans realidade – A pandemia passa, o preconceito não!.

Para Brenda, a TransVisão é essencial pois atinge um público diverso e amplo, que muitas vezes não conhece a luta, dificuldades e conquistas diárias das pessoas transexuais e travestis.

“ Esse projeto é fundamental e de suma importância, porque com ele nós mostramos que temos corpos e vidas, e assim como todas as vidas, precisam ser respeitadas e são importantes. É também um meio de mostrar ao público nossa maior visibilidade e conquistas. Porque até para subir num palco foi uma conquista para mim. Com o TranVisão, meu mundo expandiu. Eu não vivo mais só naquele meu mundinho menor. Agora ampliamos nosso espaço e a SP Escola de Teatro tem uma grande participação nisso. Ela ajudou a criar visibilidade para o nosso dia a dia, não só no momento de festa e show, mas também para o cotidiano da pessoa trans”.

Gustavo Ferreira, produtor cultura da SP Escola de Teatro e diretor artístico do espetáculo, com as estrelas da noite. Crédito da foto: Edson Lopes Jr.

Confira a seguir a apresentação artística das colaboradoras da SP Escola de Teatro e a galeria com as performances e a equipe técnica!


Por Luiza Camargo




Relacionadas:

Notícias | 06/ 12/ 2021

Oficina Olhares: “É possível falar de masculinidade e feminilidade sem sermos binários?”, por Manfrin Manfrin

SAIBA MAIS

Notícias | 06/ 12/ 2021

Oficina Olhares: “As cores da foto do menino no poste estão desaparecendo”, por Milena Siqueira

SAIBA MAIS

Notícias | 06/ 12/ 2021

Oficina Olhares: “Se algo de fato existe, ele é feito de carne e sangra”, por Clara Prado

SAIBA MAIS