Em cena, a street dance!

Publicado em: 28/02/2013

Ao som da voz inconfundível de James Brown, alunos com seus cabelos com dreads ou em estilo black power se posicionavam em frente a um espelho, de onde podiam ver e copiar os movimentos feitos pelo street dancer  Frank Ejara. Não sem alguma dificuldade. Afinal, além de a sala 19 do Teatro Sérgio Cardoso, reservada a ensaios estar completamente cheia, convenhamos que não é tão fácil ter o suíngue do professor.

Foi neste clima que, depois de uma pequena, porém consistente introdução, teve início a primeira aula do curso “Danças Urbanas – Estilos: Locking, Popping e Breaking”, promovido pelo departamento de Extensão Cultural da SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco, na noite de ontem (27).

“Para dizer a verdade, a street dance nunca foi didática, quer dizer, ela surgia nas festas. As pessoas iam para as ruas, para as pistas, inventavam um passinho, que acabava virando moda. Começou na década de 70. Por isso, nosso curso não tem como objetivo traçar a história dessas danças, o que seria quase impossível. Mas quero é que vocês se livrem da técnica e imprimam suas personalidades nos passos. Saiam do mecânico e se soltem. Há uma estrutura na street dance, mas sem regras nítidas, nem rígidas”, observou Ejara, que sabe do que diz.

Street dancer desde os 11 anos, ele se profissionaizou em 1992. Em 1999, Fundou a Cia. Discípulos do Ritmo, para a qual dirige, coreografa e produz. A companhia tem cinco montagens que já excursionaram por todo o Brasil, Europa, China e Estados Unidos. Há anos, Ejara realiza profunda pesquisa sobre todos os elementos da cultura Hip Hop e, principalmente, no que diz respeito às danças urbanas. Também ministra workshops e faz parte de júris.

Sem dúvida, os alunos estão em boas mãos (e pés também!).
 





Texto: Majô Levenstein