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Do Estádio ao Teatro

Publicado em: 04/07/2011

Futebol, pipa e fubeca são as brincadeiras que permearam toda a infância de Cristiano de Oliveira. O aprendiz de Humor do Módulo Verde saiu de Franca – cidade do interior de São Paulo conhecida como a “capital nacional do calçado masculino” – para conhecer outro mundo: a SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco.

 

O exímio sonhador, como se autointitula, diz que o teatro o escolheu. Já quis ser jogador de futebol (e quase foi), já quis ter uma banda e já se encantou com o universo da pichação, que, para ele, era outra forma de expressar seus pensamentos e sentimentos, antes, traduzidos em palavras no seu caderninho. 

 

Nunca pensou, todavia, em se envolver com teatro. Até que um dia, Oliveira foi tentar se inscrever para as aulas de violão em uma oficina cultural. Por ironia (ou não) do destino, o único curso para o qual ainda havia vagas era o de teatro. “Topei com resistência e preconceito, só para conhecer. Adorei.”

 

A partir daí, fez diversos cursos relacionados às artes cênicas. Estudou dramaturgia de rua na Escola Livre de Teatro (ELT) de Santo André, com Luís Alberto de Abreu, fez um curso de direção cinematográfica, em Mauá, e participou de diversos workshops e palestras sobre o assunto. Entretanto, a base de seus estudos é e sempre foi a literatura. “Cada escritor é um professor, cada aluno é um escritor”, comenta.

 

Uma vez, seu amigo Alex Silva, que já era aprendiz de Atuação da SP Escola de Teatro, propôs que ele fosse saber mais sobre a Instituição. Então, com o propósito de apenas observar as cores e diagramação, Oliveira visitou o Portal da Escola. Acabou por ler sobre os Cursos Regulares, as Matrizes e os formadores e, como ele mesmo diz, “pirou”. 

 

Inscreveu-se, passou pelas duas fases do Processo Seletivo e quando, finalmente, passou a fazer parte do grupo de aprendizes da Escola, o menino sonhador sentiu “um leve tremor nas pernas, um sutil calafrio na barriga e náuseas”. Apesar de estar meio inseguro, sua família deu o “empurrãozinho” que faltava.

 

Para Oliveira, referência em teatro era o grupo Parlapatões; diante disso, confessa que ter trocado informações com o ex-coordenador do curso de Humor, Hugo Possolo (um dos fundadores do grupo) e estar, atualmente, compartilhando experiências com Raul Barretto (outro fundador) “é um sonho de menino que agora vive”.

 

“A Escola supera minhas expectativas, por possuir uma pedagogia alternativa para o grande poço de miséria em que deixaram nossa educação pública”, comenta. Além disso, para o aprendiz, há outra vantagem relevante em estudar aqui: as oportunidades. A miscigenação do público aprendiz e formador da Escola é tão grande, que, à medida que se conhece as pessoas, novas propostas vão surgindo. 

 

Sobre o corpo docente da Instituição, Oliveira é categórico: “Nada a declarar. Se quem cala consente, eu ratifico meu apoio e acho que agora é só ampliar esta relação que vem sendo extremamente propositiva.” 

 

Veja a história de outros aprendizes que vieram de longe pelo teatro:


 

Benedito Ferreira – https://spescoladeteatro.org.br/noticias/ver.php?id=1072

 

Durval Mantovaninnihttps://spescoladeteatro.org.br/noticias/ver.php?id=1076

 

Fotos: Arquivo SP Escola de Teatro