“Deu a Louca na Ferla!”

Publicado em: 16/11/2010

A obra “Sonho de Uma Noite de Verão”, de William Shakespeare, foi ambientada na Grécia mítica e conta a história de seres élficos e personagens mitológicos, em uma maneira de descrever a magia e a realidade em uma só dimensão. Porém, os aprendizes responsáveis em montar esse espetáculo durante o Experimento do Módulo Amarelo, decidiram reivindicar, protestar e inovar.

 

Durante a apresentação, na terça-feira (16), esses aprendizes trocaram os nome dos personagens originais do romance como Tesei, Hipólita, Hérmia, Oberon e Puck, por seus nomes de batismo e decidiram atuar como se estivessem em um grande ensaio aberto.

 

Cenas paravam, colegas interferiam, atores reclamavam e reclamavam e até um robô imitou, em uma grande brincadeira, todos os formadores da SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco.

 

O espetáculo enfim, não abordou a história de Shakespeare mas falou sobre o processo de criação e os percalços que esses aprendizes enfrentaram durante o processo de ensaio para o Experimento.

 

Foram tratados temas como trabalho em grupo, modo de produção, teatro épico, espaços teatrais não-edificados, teatro realista, cooperação e, até, sujeira. A ideia era falar sobre os problemas, as realidades, os tormentos e anseios desse grupo.

 

Para assistir a cada cena era preciso caminhar entre poças de água e desviar dos espectadores no local. Na trama, atores vestidos de preto, com suas faces cobertas com um capuz, buscavam se orientar naquela escuridão, enquanto os aprendizes Diego Carneiro e José Cruz, situavam os espectadores sobre a trama e o enredo do espetáculo.

 

No meio da confusão, nasce entre as pedras, uma floresta encantada, com luzes coloridas, como um sonho. De repente, cambaleando entre os montes de pedras, surge Macunaíma, na pela do aprendiz do curso de Humor Diego Cordeiro, ao lado de sua colega Nadja Moraes, que começa a falar sobre sua vontade de ser a princesa da peça, usar vestidos esvoaçantes e coloridos, e, se bobear, até voar.

 

No enredo, de tudo um pouco: clows, iluminadores entre atores, diretores como atores, pessoas dentro de malas, equilibristas e até uma aranha gigante.

 

Na grande sala escura, a iluminação era difusa, a sonoplastia feita por brinquedos de assoprar, copos, garrafas plásticas e bexigas. Em cada canto da enorme sala daquela fábrica abandonada, uma cena se construía.

 

Uma surpresa para quem esperava assistir uma história de amor, repleta de seres imaginários, fadas e duendes, nos arredores de um bosque encantado em Atenas.

 

Curioso para ver as outras apresentações do Experimento? Será que haverá outras novidades como essa?

 

Confira a programação e venha assistir. As apresentações são abertas ao público e gratuitos.

 
EXPERIMENTO – ESPAÇOS E DATAS DE APRESENTAÇÃO
 
 
Dia 17 de novembro
 
Grupo 3 – HAMLETMACHINE
Espaço: Fábrica Ferla
End.: Rua do Gasômetro (embaixo do elevado, no Largo da Concórdia)
1ª sessão: 10h30– 2ª sessão: 12h
 
 
Grupo 4 – AS RÃS
Espaço: Fábrica Ferla
End.: Rua do Gasômetro (embaixo do elevado, no Largo da Concórdia)
1ª sessão: 13h – 2ª sessão: 16h
 
 
Dia 18 de novembro
 
 
Grupo 7 – SANTA JOANA DOS MATADOUROS
Espaço: Fábrica FERLA
1ª sessão: 10h – 2ª sessão: 17h30
 
 
Grupo 8 – MACUNAÍMA
Espaço: Arsenal da Esperança
End.: Rua Dr. Almeida Lima, 900
1ª sessão: 15h – 2ª sessão: 19h
 
 
Dia 19 de novembro
 
 
Grupo 1 – AS TROIANAS
Espaço: Associação Promotora de Instrução e Trabalho para Cegos (APIC)
End.: Rua Cajuru, 730
1ª sessão: 9h
 
 
Grupo 2 – UBU REI
Espaço: SP Escola de Teatro
End: Avenida Rangel Pestana, 2.401 – Brás
1ª sessão: 10h – 2ª sessão: 12h
 
 
Dia 20 de novembro
 
 
Grupo 5 – O REI DA VELA
Espaço: Escola de Samba Mocidade da Mooca
End.: Embaixo do Viaduto Bresser (Radial Leste) 
1ª sessão: 11h – 2ª sessão: 14h
 
 
Grupo 1 – AS TROIANAS
Espaço: Associação Promotora de Instrução e Trabalho para Cegos (APIC)
End.: Rua Cajuru, 730
2ª sessão:  10h – 3ª sessão: 12h