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De Olho na Luz

Publicado em: 08/07/2011

“Aos 11 anos, por iniciativa de uma professora de português, eu e meus colegas de classe escrevemos uma peça”, conta a aprendiz de Iluminação Mariana Batista, que levou a experiência no teatro a sério e saiu de Campinas/SP para dar continuidade aos seus estudos na área.

 

Apesar da história que criou na escola não ter saído do papel, ela e mais três amigas procuraram um curso de iniciação teatral. Atuar passou a ser mais que um passatempo para essas quatro meninas; a partir daquele momento, elas também praticavam nos palcos.

 

Sua infância foi muito tranquila, sempre junto de sua família. Em todas as férias, ela ia para Ouro Fino/MG, a terra de sua avó, Dona Amélia, de 96 anos. “Adoro a família grande e reunida, mimando e sendo mimados pela minha avó, que por sinal faz uma comidinha maravilhosa”, revela.

 

O interesse por Iluminação apareceu quando ainda estava fazendo o curso técnico de Arte Dramática, no Conservatório Carlos Gomes, em sua cidade natal. Ela conta que, lá, teve uma noção de como a iluminação influencia nas peças e de como os atores interagem com ela.

 

Mariana veio parar na SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco para, enfim, estudar mais a fundo a área que tanto lhe despertava interesse. Já tinha ouvido vários elogios à Escola e se interessava muito pelas notícias e entrevistas da Instituição. 

 

Além do mais, em sua formatura do Ensino Técnico, o paraninfo do curso, Rubens Teixeira – pai de Raul Teixeira, coordenador de Sonoplastia da SP Escola de Teatro – fez uma breve propaganda da Escola que, junto às conversas com a amiga Michele Jardim, aprendiz do curso de Sonoplastia, a incentivaram a prestar o Processo Seletivo.

 

Assim que soube que havia passado, Mariana foi atingida por um turbilhão de sentimentos “apesar de sentir o coração apertado por ter de me afastar de minhas raízes, me senti muito grande por conseguir dar continuidade ao meu caminho e aos meus sonhos.” A família e os amigos a incentivaram muito e fizeram até festa de despedida. 

 

Para Mariana, o diferencial de estudar na SP Escola de Teatro é a experiência na prática e o livre acesso para a aproximação e apreciação de outros cursos. “Essa relação com as outras áreas oferece a oportunidade de nos contaminarmos, diretamente, e de influenciarmos os outros também.”

 

Outra questão importante, para a aprendiz, é a quebra de preconceitos praticada pela Escola. Uma excelente iniciativa por parte da Instituição, por exemplo, é a destinação das vagas de recepcionista a transexuais.

 

Mariana também gosta muito do corpo docente da Escola e mais ainda,da aproximação que consegue ter com quem é atuante no ramo teatral. E, para finalizar, realça o tipo de relação existente em sala de aula: “Não existe uma hierarquização entre aprendiz e formador, mas sim uma cumplicidade entre artistas.” 

 

Veja a história de outros aprendizes que vieram de longe pelo amor ao teatro:

 

Cris Oliveira – https://spescoladeteatro.org.br/noticias/ver.php?id=1062

Benedito Ferreira – https://spescoladeteatro.org.br/noticias/ver.php?id=1072

Durval Mantovaninnihttps://spescoladeteatro.org.br/noticias/ver.php?id=1076


Foto: Arquivo SP Escola de Teatro