Danilo Santos de Miranda fala sobre Alberto Guzik

Publicado em: 09/06/2011

A classe teatral sempre ganhou com o querido amigo de todos: Alberto Guzik. Homem que estudou a fundo as artes cênicas foi ator, diretor, crítico, professor, sempre envolvido em ideias que perscrutavam o melhor da interpretação e da criação dos espetáculos e que prezavam o encontro entre arte e espectador, sendo um animador fundamental dentro de seu meio. Mergulhou na arte e viveu para o palco, foi um militante dramático da liberdade em nome da necessidade da dramaturgia. Guzik investigou por anos o que representou o teatro paulista dos anos 1950, ação histórica de importância crucial para a proliferação e a renovação da linguagem teatral. A última frase de seu blog “Os Dias e as Horas”, postada poucos dias antes de morrer, há um ano, traduzia esta figura que viveu para a evolução das artes cênicas: “Dionisos me acompanha na viagem, além de ótimos amigos e do amor de muita gente. Evoé.” Fica guardado, também em minha memória afetiva, um momento em que Guzik defendeu o Sesc, na década 90, contra algumas ameaças que a instituição sofreu e que punham em risco a democratização da arte e a atuação dessa entidade que represento há 27 anos. Era um racional doidivano e um apaixonado lúcido ao mesmo tempo.