Dani Biancardi é Finalista do Prêmio Cláudia 2011

Publicado em: 07/06/2011

Refletindo a ascensão feminina que pode ser observada em todo o mundo nos últimos tempos, também na SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco as mulheres têm seu destaque. Desta vez, o foco está sobre Daniela Biancardi, formadora do curso de Humor, que é finalista na categoria Cultura do Prêmio Cláudia 2011, concorrendo com Alice Ruiz e Martha Medeiros.

 

Organizado desde 1996 pela revista de mesmo nome, o prêmio tem o objetivo de homenagear mulheres que se destacam tanto pela trajetória profissional quanto por iniciativas que transformem nossa realidade e ajudem outras pessoas. A premiação já consagrou 75 mulheres, entre elas Fernanda Montenegro, Mayana Zatz, Luiza Helena Trajano e Nicette Bruno

 

“A princípio me questionei se passar por esse processo responderia por tudo que realizei. Então, pensei em compartilhar isso com quem já passou por minha vida e percebi que seria uma oportunidade de reconhecer uma série de parceiros”, afirma Dani.

 

A palhaça participou de vários projetos que tinham como objetivo levar humor para crianças e jovens de comunidades carentes. Já viajou à aldeias da África para trabalhar com crianças portadoras de HIV, e é a primeira e única brasileira a fazer parte da ONG Palhaços sem Fronteiras, que leva alegria a zonas de conflito e exclusão. 

 

Já no Brasil, trabalhou pelo Teatro Vocacional da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo e em projetos do Sesc e do Instituto Vivo, atuando e ministrando oficinas de humor e teatro em periferias de todo o País.

 

“O mais significativo para mim é que quando fui à África, prometi a dois irlandeses que tinham me convidado que um dia retribuiria esse gesto de alguma maneira. Agora, com o reconhecimento dessa história, sinto como se estivesse cumprindo essa promessa”, declara.

 

Uma coincidência: Patrícia Negrão, aprendiz de Dramaturgia da SP Escola de Teatro, é coordenadora de conteúdo do prêmio há 12 anos. A jornalista é responsável por fazer a pré-seleção dos convidados. Ela recebe 250 indicações de nomes de todas as cinco categorias – Ciência, Cultura, Negócios, Políticas Públicas e Trabalhos Sociais –, pesquisa sobre todos eles e elege dez, que, depois de uma etapa de seleção feita pela comissão julgadora da revista, se transformam em três de cada área para disputar a final. Depois, viaja o País entrevistando cada uma das 15 finalistas. 

 

Patrícia afirma que ficou muito surpresa ao ler o nome de Dani. “Quando fiquei sabendo que teria que entrevistá-la, falei que seria fácil, pois a vejo quase todos os dias nos corredores da Escola”, lembra Patrícia.

 

Mesmo que uma fase ainda separe Dani de levar o prêmio para casa, Patrícia declara que ela já deve se considerar uma vitoriosa. “Todas as concorrentes já são homenageadas por estar entre as escolhidas. O mais importante é divulgar essas mulheres, que trabalham com muitas dificuldades, mas têm muita garra.”

 

“Alguns profissionais da classe consideram o prêmio superficial. Na minha opinião, ele é honesto, digno e necessário”, finaliza a formadora.

 

A votação deve ser feita pelo site da revista, no link http://claudia.abril.com.br/premioclaudia/votacao.shtml. O resultado sai no dia 10 de outubro.

 

Foto: Arquivo SP Escola de Teatro