Conheça a trajetória de Ricardo Joven que ministrará oficina “Yo Mono Libre”

Publicado em: 10/03/2011

Refletir sobre a importância do uso da máscara no teatro como provocadora de emoções é o objetivo do workshop “Yo Mono Libre”, que será ministrado por Ricardo Joven, ator que integra o grupo espanhol Teatre del Temple, em 21/03. Esse projeto dá continuidade à parceria da SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco com o Centro Cultural da Espanha, em São Paulo(CCE_SP).
 

Ricardo Joven é ator, desde 1972, se destacando no campo artístico como um dos principais artistas de Aragon, na Espanha. Entre seus trabalhos destacam-se “Andalán”, “El Pollo Urbano” e “Fotogramas”. Participou da criação de publicações como “Zeta”, “Bustrofedom” e “TVO”, ao mesmo tempo em que coordenava diversas jornadas culturais de quadrinhos, patrocinadas pela prefeitura de Zaragoza. Colaborou como articulista, desenhista e critico especializado para a revista semanal “Zaragocio” e, ainda, publicou artigos sobre teatro como colaborador fixo para a revista cultural “ACTUM”.
 

Fez a dramaturgia de “Cuando el Viento Sopla”, adaptação do quadrinho de Raimond Briges, em 1996; e “Pan Poemas”, sobre autores aragoneses, em 2002, sendo que assina também a direção de ambas montagens; “Yo Mono Libre”, adaptação no texto “Comunicação a uma Academia”, de Franz Kafka, em que também está no palco como ator;  e “Otelo vs Yago”, texto baseado em “Otelo”, de William Shakespeare.
 

Faz parte do grupo Teatro de la Ribera, de 1979 até 1993, participando de montagens como “Deseo”, de J.M. Benet y Jordet; “La Boda de Los Pequeños Burgueses”, de Bertold Brecht; “Bodas de Sangre”, de Federico Gárcia Lorca; “Sangre en el Cuello del Gato”, de Rainer Werner Fassbinder; “Trifulca en Venecia”, de Carlo Goldoni; ”El despertar de la Primavera”, de Frank Wedekind; ” “El Entrenamiento del Campeón Antes de la Carrera”, de Michel   Deutsch; “Fe, Esperanza y Caridad”, de Odon VonHovath; e “Vanina Vanini”, de Henri-Marie Beyle, mais conhecido como Stendhal.
 

Cofundador, em 1996, da Sala Teatro de la Estación. Até o ano 2000, realizou trabalhos como ator, diretor artístico, figurinista e produtor executivo de uma dezena de montagens entre elas:  “La Venganza de Don Mendo”, de Muñoz Seca; “Tres Sombreros de Copa”, de Miguel Mihura Santos; “¡Ay Carmela!” e “Naque o de Piojos y Actores”, de Sanchis Sinisterra.
 

Como ator, participou de diversos festivais internacionais em cidades como Nova York, Cidade do México, Paris, Havana, Buenos Aires, Quito, Caracas, Lima, Porto, Miami, Bogotá, interpretando personagens como Luis Buñuel, em “Buñuel, Lorca y Dalí”, ou Pablo Picasso, em “Picasso Adora o Mar”, ambas de Alfonso Plou.
 

Em 2009, ganhou o prêmio de fomento da literatura dramática concedido pelo Centro Dramático de Aragón, com o texto “Blanco y Negra”; melhor ator pelo curta-metragem “Como Caído Del Cielo”, dirigido por Loreto Ormad, no VII Festival Nacional de Jóvenes Realizadores; e o prêmio de melhor ator no Festival Nacional de Teatro de La Rioja, por sua interpretação Max Extrella, em  ”Luces de Bohemia”, de Ramón del Valle-Inclán.
 

Em seus últimos trabalhos no teatro, participou de “Morir Cuerdo y Vivir Loco”, adaptação da segunda parte de “Dom Quixote”, com direção de Fernando Fernán Gómez; a versão teatral de “El Ángel Exterminador”, de Luis Buñuel;   “Variaciones Enigmáticas”, de Eric-Emmanuel Schmitt; e “Fin de Partida”, de Samuel Beckett.
 

Com vagas para 30 participantes, o workshop “Yo Mono Libre” será realizado em 21/03, das 9h às 12h, na sede provisória da SP Escola de Teatro. As inscrições devem ser feitas entre hoje (02/02) e sexta-feira (11/02), aqui.
 

Os interessados na oficina devem conferir o espetáculo “Yo Mono Libre”, no IV Festival Ibero-Americano de Teatro, domingo (20/03), às 21h, no Memorial da América Latina. Os ingressos podem ser retirados na bilheteria do teatro, no dia do espetáculo, a partir das 14h. A entrada é gratuita.