Com Vocês, Lúcia Camargo

Publicado em: 07/07/2011

É preciso ter fôlego para falar sobre o extenso currículo e os inúmeros projetos em que esteve envolvida Lúcia Camargo, a nova coordenadora dos Cursos de Difusão Cultural da SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco. Ela, que em sua trajetória profissional, trafegou pelo mundo das artes nas cidades de Minas Gerais, Paraná e São Paulo, agora é responsável por toda elaboração e organização dos cursos que são a segunda linha de força na SP Escola de Teatro e que firmam uma ponte direta com criadores e pensadores de outras esferas, mobilizando artistas amadores e profissionais interessados em aperfeiçoar ou ampliar seus conhecimentos teatrais.
 

Após se formar bacharel em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica (PUC), do Paraná, Lúcia seguiu adiante em seus estudos. Assim, licenciou-se em Pedagogia na Universidade Federal do Paraná (UFPR) e se especializou em Produção para Televisão Educativa – Centro Brasileiro de Televisão Educativa/BBC e em História do Brasil na UFPR.

 

Em sua trajetória profissional, a inquieta Lúcia foi assessora de programação da Associação Paulista dos Amigos da Arte (APAA); diretora presidente do Instituto Cultural Orquestra Sinfônica de Minas Gerais; presidente da Fundação Clóvis Salgado, em Belo Horizonte e diretora do Centro de Referência Audiovisual da Fundação Municipal de Cultura da capital mineira. 

 

Neste trajeto, desenvolveu uma política de ocupação para as cinco salas de espetáculos que o Governo do Estado de São Paulo mantém, por meio da Secretaria Estadual da Cultura, nas áreas da dança, música, teatro e ópera.

 

Antes de ingressar na Escola, Lúcia atuava como presidente da Fundação Clóvis Salgado, responsável pela gestão do Palácio das Artes, situado na cidade de Belo Horizonte. Anteriormente, foi responsável pela direção artística e técnica do Theatro Municipal de São Paulo, entre os anos de 2001 e 2004 e colaborou na organização do calendário artístico dos corpos estáveis do Municipal. Além disso, deu novo foco às escolas de música e bailado do Municipal.

 

No início de sua carreira como docente na Universidade Federal e na PUC, do Paraná, Lúcia, também ocupou o cargo de coordenação. Em 1972, passou a ser conselheira da Fundação Teatro Guaíra e, como membro titular do Conselho de Arte, incentivou processos de ocupação dos espaços e de produções artísticas próprias. Na sequência, foi diretora executiva da Fundação Cultural de Curitiba, onde foi responsável pela criação e execução da política cultural da cidade, entre os anos de 1979 e 1983.

 

Deixou o cargo de diretora executiva na Fundação Cultural de Curitiba, para assumir a direção do escritório regional da Fundação Nacional de Artes (Funarte), na região sul e, de 1983 a 1987, promoveu a política de integração de ações culturais em artes visuais, música e folclore, nas áreas de atuação da Funarte/Minc, além de participar da assessoria técnica, como consultora dos projetos de ação cultural integrada.

 

Já em 1987, iniciou sua gestão como diretora artística e de programação da Fundação Teatro Guaíra, e dois anos depois, foi convidada a assumir a Secretária Municipal de Cultura e a presidência da Fundação Cultural de Curitiba. Em 1998, ainda na carreira política, foi Secretária de Estado da Cultura do Paraná. Neste período, criou e desenvolveu projetos como a sala de exposições Andrade Muricy; o “Comboio Cultural”, com sete ônibus preparados para percorrer os 400 municípios do Paraná, com espetáculos de música popular e clássica, teatro e dança clássica e moderna; a implantação de uma política de cultura com a criação do Fórum Municipal de Cultura, com representantes de todas as regiões do Paraná; entre outros.

 

Foi diretora administrativa da Universidade Livre de Música (ULM); coordenadora da Divisão das Casas de Espetáculos da Secretaria Estadual da Cultura de São Paulo; secretária de projetos especiais da Prefeitura Municipal de Curitiba; e presidente da Rádio e TV Educativa do Paraná (TVE – Paraná).

 

Não, não para por aí: desde 1995, atua como curadora do Festival de Teatro de Curitiba e seleciona os espetáculos que compõem a Mostra Oficial do festival e, ainda, indica eventos paralelos como cursos, palestras outras atividades artísticas para integrar outras mostras do festival. Em 2010, foi também uma das curadoras do Festival de Teatro de Belo Horizonte (FIT/BH).

 

Como curadora deste festival, criou e coordenou, ainda, projetos especiais para o Gabinete do Prefeito, promovendo parcerias entre as várias Secretarias Municipais, Estaduais e Agências do Governo Federal; desenvolveu projetos de relações públicas, através de ações institucionais e sociais; e, também, uma política de escolha e agendamento dos espetáculos para preencher a pauta de nove salas.

 

De Curitiba, sua terra natal, para o mundo, Lúcia recebeu convites para viagens de observação e aterrissou na França, à convite do Festival de Avignon, em 2000; na Itália, a convite do projeto Latina de Música, em 2001; nos Estados Unidos, a convite do Departamento de Estado, em 1999; na Venezuela, por duas vezes, a primeira em um convite da Universidade de Mérida, em 1999, e, depois, a convite da Embaixada do Brasil, em 1998; na Dinamarca, a convite do Festival Brasiliana , em 1997; e na Alemanha, a convite do Instituto Goethe, nos anos de 1984 e 1989.